Argentina não citará questão das Malvinas na Olimpíada

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, disse que seu país não tocará em assuntos políticos durante a Olimpíada de Londres, apesar da disputa de longa data com o Reino Unido pelas Ilhas Malvinas, que os ingleses chamam de Falkland.

AE, Agência Estado

27 de junho de 2012 | 10h49

"Eles estão esperando alguma atitude tola de nossa parte, mas não misturamos as coisas", afirmou Cristina, durante cerimônia ontem para o envio da delegação argentina aos Jogos Olímpicos, que acontecerão entre 27 de julho e 12 de agosto. "Não precisamos fazer nada para interferir com os esportes. Defendemos nossos direitos nos fóruns apropriados", acrescentou.

Cristina também classificou de "divina" uma propaganda muito divulgada na Argentina, na qual um atleta é mostrado treinando nas Malvinas, com o slogan: "Para competir em solo inglês, treinamos em solo argentino".

O Comitê Olímpico argentino já havia pedido anteriormente que o evento em Londres não fosse usado como "plataforma de política".

As tensões entre a Argentina e o Reino Unido em relação às disputadas ilhas ganharam força após o 30º aniversário do fim da Guerra das Malvinas, no último dia 14.

A invasão das ilhas pela Argentina, em 1982, causou uma guerra que matou 255 soldados ingleses e 650 argentinos ao longo de 74 dias.

A Argentina perdeu o conflito, mas já fez inúmeras reivindicações de soberania sobre o arquipélago, que está sob domínio inglês desde 1833.

Há poucos dias, o governo local das Malvinas disse que fará um referendo no ano que vem para determinar a que país os residentes gostariam de pertencer, mas a troca de palavras ásperas entre argentinos e ingleses continua. As informações são da Dow Jones.

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