Argentina nega extradição do "anjo loiro da morte"

Um dos mais famosos ex-repressores da última Ditadura Militar (1976-83), o ex-capitão Alfredo Astiz, não será extraditado para a França, onde a Justiça o condenou à revelia, em 1990, à prisão perpétua. O ex-capitão, conhecido como "el ángel rubio de la muerte" (o anjo loiro da morte), é acusado da tortura e assassinato das freiras francesas Leonie Duquet Alice Domon em 1977.A decisão foi toma pelo juiz federal Alcindo Álvarez Canale, da cidade de Bahía Blanca, depois de ter concluído que Astiz não poderia ser extraditado já que estava sendo processado em Buenos Aires por motivos similares. Esta é a terceira vez desde 1985 que o juiz Canale rejeita um pedido francês de extradição de "el ángel de la muerte". Astiz e outros oficiais da Marinha tinham como centro de operações a Escola de Mecânica da Armada (ESMA), o principal campo de tortura e assassinatos do regime militar. Por ali passaram 5 mil pessoas, das quais menos de 150 saíram vivas.

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