Argentina nega extradição e liberta "Anjo da Morte"

O ex-capião da Marinha argentina Alfredo Astiz foi libertado nesta quarta-feira de uma prisão militar, depois de o governo rejeitar um pedido de extradição feito pela Suécia. A Justiça da Suécia queria interrogar Astiz sobre o seqüestro da adolescente sueca Dagmar Hagelin, desaparecida em Buenos Aires aos 17 anos de idade em 1977, durante a ditadura militar argentina. Testemunhas disseram ter visto Hagelin em um dos centros clandestinos de tortura mantidos pelos militares na época; depois disso, ela desapareceu. Astiz, conhecido entre os defensores dos direitos humanos como o "Anjo da Morte", é tido como um dos símbolos do regime militar. Em 1990, um tribunal da França sentenciou o ex-capitão da Marinha argentina à prisão perpétua, pelo seqüestro e assassinato das freiras francesas Alice Domon e Leonie Duquet. Sua extradição para a França também foi rejeitada pelo governo argentino.

Agencia Estado,

30 Janeiro 2002 | 15h36

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