Argentina planeja ato após aprovar expropriação da YPF

O governo da Argentina convocou governadores, militantes políticos, sindicatos e empresários para um ato hoje na Casa Rosada. A assessoria de imprensa da Presidência não confirmou o motivo da convocação, mas a expectativa é que esteja relacionada à aprovação do projeto de lei que expropriou 51% das ações da Repsol na YPF e declarou de "utilidade pública" os recursos energéticos do país, votado ontem pelo Congresso.

MARINA GUIMARÃES, CORRESPONDENTE, Agência Estado

04 Maio 2012 | 12h14

Por 208 votos a favor, 32 contra e seis abstenções, o texto foi aprovado ontem à noite na Câmara dos Deputados. Em um primeiro momento da votação, o painel do plenário apontava 207 votos, que foram corrigidos posteriormente. O placar deu ao governo oito votos a mais do que o líder da bancada oficial na Casa, Agustín Rossi, esperava.

O projeto já havia sido aprovado pelo Senado e estima-se que a presidente Cristina Kirchner anuncie sua sanção ainda hoje. Também há expectativas sobre a nomeação de técnicos profissionais para a presidência e diretoria da YPF. Os interventores da petrolífera, o ministro de Planejamento, Julio De Vido, e o secretário de Política Econômica, Axel Kicillof - que tem status de vice-ministro de Economia -, já teriam contatado uma empresa de recursos humanos para indicar nomes capazes de dar à YPF uma imagem de administração profissional. Seria a primeira companhia reestatizada a ter gerência fora dos quadros dos militantes do kirchnerismo.

No mercado surgem nomes de ex-presidentes da companhia e executivos, como Miguel Galuccio, atualmente na empresa de serviços Schlumberger, para ocupar o lugar de CEO da YPF. Agora, também inicia-se a etapa de alianças para atrair investimentos necessários para aumentar a produção de petróleo e gás da YPF. De Vido e Kicillof já mantiveram reuniões com executivos da Petrobras, Chevron, ConocoPhillips, Medanito, Ancap, Total e Exxon.

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