Argentina proíbe 'Clarín' de vender banda larga

BUENOS AIRES

EFE, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2010 | 00h00

O governo argentino proibiu ontem a empresa provedora de internet Cablevisión/Fibertel - um dos braços do Grupo Clarín, dono do maior jornal argentino, em rota de colisão com o governo da presidente Cristina Kirchner - de continuar prestando serviço a seus mais de 1 milhão de clientes, que terão agora 90 dias para buscar outro provedor.

"Não podem fazer mais. Estão desautorizados a prestar serviço", disse, taxativo, o ministro da Planejamento, Julio De Vido. Os serviços de internet representam 64,9% do faturamento do grupo, que classificou a decisão como "ilegal e arbitrária" e prometeu contestar a medida.

"Essa decisão busca reduzir drasticamente a competição e consagrar o monopólio das empresas de telefonia", acusou uma nota divulgada pela empresa.

Disputa política. Analistas dizem que Cristina estaria forçando a entrada de empresas estrangeiras no mercado argentino como forma de reduzir o poder dos meios de comunicação críticos a ela. De Vido, por outro lado, argumentou que a fusão entre a Cablevisión e a Fibertel não tinha sido aprovada pelo governo e a empresa "vinha operando ilegalmente". Dias atrás, o governo argentino já havia ordenado que a empresa "parasse de contratar novos usuários" em conjunto com a Fibertel.

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