Juan Ignacio Roncoroni/EFE
Juan Ignacio Roncoroni/EFE

Argentina prorroga quarentena após registrar recorde de casos diários de covid-19

Se a circulação de pessoas aumentar, "não há sistema de saúde que aguente", disse o presidente Alberto Fernandéz

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2020 | 01h55

BUENOS AIRES - O governo da Argentina prorrogou até 20 de setembro as medidas de isolamento social devido à pandemia de covid-19 que estavam previstas para expirar no próximo domingo, 30, mas permitiu reuniões de até dez pessoas ao ar livre.

O país registrou nesta sexta-feira, 28, o maior número de casos diários da doença até o momento, 11.717, segundo as autoridades de saúde, que confirmaram 222 mortes diretamente ligadas ao novo coronavírus nas últimas 24 horas.

Enquanto a pandemia se propaga por mais partes da Argentina, o presidente, Alberto Fernández, anunciou que "o problema não é só da AMBA (Área Metropolitana de Buenos Aires), está em todo o país".

Embora o principal foco de contágios seja a AMBA, formada pela capital e o cordão urbano que a cerca, pelo menos 18 províncias possuem casos ativos de covid-19 no momento, segundo Fernández.

O mandatário alertou que se a circulação de pessoas aumentar "não há sistema de saúde que aguente". Segundo o presidente, os casos do restante das províncias fora a AMBA passaram de 7% para 37% dos novos contágios diários.

"Estamos muito preocupados com Jujuy (norte do país), onde o sistema de saúde está no limite e os casos continuam aumentando. Também nos preocupamos com Mendoza (oeste)", completou, ao se referir a províncias que somaram 347 e 342 contágios, respectivamente, nesta sexta-feira./EFE

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