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Argentina rebate ´puxão de orelha´ por apoio a Chávez

O governo argentino afirmou nesta sexta-feira, 23, que o ato realizado pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, com apoio logístico do governo de Néstor Kirchner, em Buenos Aires, há duas semanas, não deve ser objeto de opinião de um funcionário dos Estados Unidos. "Argentina tem sido flexível com o presidente Chávez, que decidiu fazer na Argentina um ato com seus seguidores e isso não deve ser objeto de opinião de um funcionário dos Estados Unidos, nem de nenhum país que tenha relações corretas com a Argentina", disse o chefe de gabinete de Kirchner, Alberto Fernández, em resposta ao puxão de orelha dado pelo subsecretário para Assuntos Políticos do Departamento de Estado americano, Nicholas Burns.O chanceler argentino, Jorge Taiana, classificou as declarações de Burns - que lamentou que o ato anti-Bush tivesse acontecido no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos estava no Uruguai - de "surpreendentes e inaceitáveis".O ministro de Interior argentino vai além, ao dizer que nem está de acordo, nem discorda do ato comandado por Chávez. "As liberdades na Argentina vão seguir sobre a mesa", disse. Há dez dias, o próprio presidente argentino defendeu a visita de Chávez a Buenos Aires e recordou a diferença entre ele e os presidentes de "países grandes" que não foram solidários com a Argentina.Puxão de orelha dos EUAO subsecretário para Assuntos Políticos do Departamento de Estado americano, Nicholas Burns, deu um puxão de orelha no embaixador da Argentina em Washington, José Octavio Bordón, por conta do apoio do país ao ato anti-Bush realizado pelo presidente da Venezuela. A declaração de Burns foi feita durante um evento, na quinta-feira, 22, na sede do instituto de pesquisas Carnegie Endownement for International Peace, em Washington. Durante o evento, o número três do Departamento de Estado dos EUA fez um apanhado da viagem de Bush ao Brasil, Uruguai, Colômbia, Guatemala e México, que qualificou como extremamente positiva.Burns criticou o incidente e se dirigiu diretamente ao embaixador argentino em Washington, José Octavio Bordón, que assistia ao discurso do subsecretário sentado na primeira fila do auditório do Carnegie Endowment. Segundo o representante americano, os efeitos positivos da viagem de Bush ao Uruguai "eclipsaram aquela manifestação em um estádio de futebol de Buenos Aires".Mas Burns acrescentou: "Lamento que este ato tenha ocorrido no mesmo dia em que nosso presidente estava em Montevidéu. Não me parece que tenha sido correto. É o sentimento de todos em nosso governo, perdoe-me por dizê-lo, embaixador." Pouco depois o representante argentino retrucou, afirmando que Chávez "exercitou a liberdade vivida na Argentina" e destacou que nenhum representante do governo argentino esteve presente ao protesto.

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