Argentina redobra segurança para prevenir atentados

Os portos, aeroportos, representações israelenses, na Argentina, além das embaixadas e fronteiras amanheceram ocupados por soldados das Forças Armadas, da Polícia Federal e da Gendarmeria - polícia de fronteiras e do interior do país. O governo declarou alerta máximo em toda a Argentina. O secretário de Inteligência Miguel Angel Toma disse que a medida é "preventiva", já que teme-se por uma onda de atentados no mundo diante da iminente guerra contra o Iraque. Durante os anos noventa, a Argentina foi alvo de dois atentados: à embaixada de Israel e à Associação Mutual Israelita (AMIA), com mais de 100 mortos. Ainda hoje, não se sabe quem são os culpados pelos ataques. O medo e as medidas preventivas também dominam as empresas americanas instaladas no país. Em muitas delas, os empregados foram treinados para deixar o local, imediatamente, no caso de um atentado. As orientações chegam através da embaixada dos Estados Unidos - permanentemente cercada por policiais - e das sedes das empresas. O diretor da empresa de segurança Kroll, Diego Canto, revelou que, também como prevenção, foram montadas saídas alternativas do país, tendo o Chile e o Uruguai como destinos. No caso de fechamento das fronteiras, a saída será para hotéis no interior argentino. Entre as orientações dadas aos americanos das empresas instaladas na Argentina está a de "não se fazer alarde" sobre sua nacionalidade. Veja o especial:

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