Agustin Marcarian/Reuters
Agustin Marcarian/Reuters

Argentina reduz voos para Brasil, EUA e Europa em razão de variantes do coronavírus

Na contramão da decisão argentina, a França vai aliviar as restrições a viagens internacionais de alguns países, afirmou Ministério das Relações Exteriores

Sofia Aguiar, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2021 | 20h40

O governo da Argentina anunciou que vai reduzir voos com destino para o Brasil, Estados Unidos e Europa, em resposta às novas variantes do coronavírus e como tentativa de evitar uma segunda onda de infecções no país. A possibilidade de fechamento das fronteiras ainda está descartada, com base nas recomendações de especialistas em saúde.

Apesar de ser mantida a proibição de entrada de estrangeiros não residentes por meio de aeroportos e travessias marítimas e terrestres internacionais, o governo optou por manter a possibilidade de retorno de argentinos do exterior, incluindo destinos que, como no caso do Brasil, tem alta circulação do vírus. Em conjunto com a medida, o governo avança em um cronograma de forte testagem dos argentinos que voltam ao país.

Dessa forma, o anúncio feito na terça-feira, 9, pelo ministro da Saúde da Província de Buenos Aires, Daniel Gollan, de que seria "tomada a decisão de restringir fortemente a ida de novos turistas às áreas de circulação do vírus" não se cumprirá por enquanto. "Gollan se antecipou quando ainda não havia nada definido. Da mesma forma, é correto o conceito de que haverá uma redução no fluxo de voos", disse uma fonte oficial ao jornal Clarín.

Se não houver mudanças na ordem da ministra da Saúde, Carla Vizzotti, serão reduzidos 20% dos voos para Brasil e México e Europa, 10% para Estados Unidos e 30% para Chile, Colômbia, Equador, Panamá e Peru.

Europa

Na contramão da decisão argentina, a França vai aliviar as restrições a viagens internacionais de alguns países, afirmou Ministério das Relações Exteriores. Segundo o órgão do governo, viajantes indo ou retornando de Austrália, Coreia do Sul, Israel, Japão, Nova Zelândia, Reino Unido e Cingapura terão as medidas flexibilizadas.

No entanto, as demais restrições, como a exigência de um teste de covid-19 pelo menos 72 horas antes da viagem, permaneceram em vigor, afirmou o ministério.

Em Portugal, o governo anunciou nesta quinta-feira a reabertura das creches e escolas primárias na semana que vem, primeira fase do plano para levantar as restrições decretadas para lutar contra a pandemia.

A reabertura "deve ser progressiva e cautelosa", advertiu o primeiro-ministro António Costa, que apresentou em entrevista coletiva um plano de desconfinamento em etapas. A partir de segunda-feira, também reabrirá o comércio não essencial, como livrarias e salões de beleza. O trabalho remoto e as restrições à circulação entre localidades estão mantidos. 

Em confinamento desde meados de janeiro, Portugal observa uma forte queda no número de infectados, após atingir um pico de 16.500 casos diários no dia 28 daquele mês. A nação europeia, de 10 milhões de habitantes, tornou-se em janeiro o país (sem contar os microestados) mais atingido pelo vírus em relação à sua população./ Com EFE 

 

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