Arte/Estadão
Arte/Estadão

Argentina reforça segurança para evitar saques antes do Natal

Governo reforça vigilância de 80 supermercados e mobilizará 10 mil homens das forças especiais de segurança

ARIEL PALACIOS, CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES , O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2013 | 02h04

O governo da presidente Cristina Kirchner prepara um esquema especial de reforço na segurança policial para a semana que vem na Grande Buenos Aires. O objetivo é evitar às vésperas do Natal. A Casa Rosada monitora "zonas de risco" nos 24 municípios da área metropolitana, onde vivem mais de 10 milhões de pessoas - 25% do total da população da Argentina.

Oitenta grandes supermercados já foram colocados sob vigilância reforçada. Além disso, para a semana que vem, o governo mobilizará 10 mil homens da Gendarmeria, força especial de segurança especializada em dissolver manifestações.

O secretário de Segurança, Sergio Berni, afirmou que há convocações de saques nos municípios da Grande Buenos Aires e na própria capital nos dias 19 e 20, datas que coincidem com o aniversário dos saques que provocaram a queda do presidente Fernando de la Rúa, em 2001.

Berni, afirmou que policiais que realizaram greves em diversas províncias nos últimos dias também lideraram saques a estabelecimentos comerciais. Os donos de supermercados reuniram-se ontem com o secretário de segurança da Província de Buenos Aires, Alejandro Granados, para analisar o policiamento.

No entanto, o reforço teria restrições. "O governo tem recursos limitados", afirmou o chefe do gabinete de ministros de Cristina, Jorge Capitanich. "Temos a Gendarmeria, a Polícia Federal e até poderíamos usar a Polícia de Segurança Aeroportuária. Mas, o número de homens é limitado para resolver uma problema geral."

Na semana passada uma greve da polícia de Córdoba levou milhares de pessoas a saquear estabelecimentos comerciais e casas na segunda cidade do país. Nos dias seguintes, policiais de outras 20 províncias também cruzaram os braços - em 16 províncias ocorreram saques e 13 pessoas morreram, incluindo um jovem ontem em Tucumán.

Capital. Ontem, Buenos Aires, onde não há greve policial, registrou o primeiro caso de saque. Segundo a transportadora Expresso Rivadavia, 50 pessoas entraram no depósito da empresa, espancaram os seguranças e levaram caixas de vinho e azeite.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.