Argentina renova reclamação contra Uruguai perante Corte de Haia

A Argentina acusou, nestaterça-feira, o Uruguai perante a corte internacional de Haia deter cometido novas infrações em um tratado bilateral por contada instalação de uma fábrica de celulose em um rio na fronteiraentre os dois países, e realizou estudos sobre o impactoambiental da planta. O conflito, que segundo Buenos Aires foi agravado nosúltimos tempos, distanciou os países tradicionalmente muitopróximos em seus interesses e com estreitos laços culturais, einiciou uma crise diplomática inédita que se arrasta há mais dedois anos. Os argentinos reclamam que o Uruguai não estudou todas asinformações antes de aprovar o investimento da finlandesaBotnia, um dos maiores desembolsos privados que o país járecebeu. "O Uruguai violou o Estatuto, essencial para proteger orio; não consultou, não cumpriu", disse Susana Ruiz Cerutti,conselheira legal da chancelaria argentina que representa opaís em Haia. "É bastante conhecido o motivo de nossa presença em Haia:as reiteradas violações ao tratado do Rio Uruguai, que incluema construção pela empresa Botnia", acrescentou. A apresentação judicial argentina também questionou ainauguração de um porto da Botnia para escoar sua produção, oque agravou o caso, segundo a diplomata, já que "as construçõesque possam afetar o rio não são um direito unilateral". O governo do presidente uruguaio Tabaré Vázquez temreiterado que a instalação da fábrica conta com uma tecnologiaque não afeta o ecossistema. A Argentina realizou novos estudos técnicos e científicossobre o efeito da fábrica sobre a água, cujo conteúdo deve serautorizado pela Corte de Haia antes de ser divulgado. (Reportagem de Damián Wroclavsky)

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