Argentina: sindicalistas ameaçam bloquear estradas

O governo argentino não aceitou as exigências de milhares de desempregados dos populosos subúrbios da capital, Buenos Aires, que na terça-feira se concentraram diante do ministério do Trabalho. Em resposta à recusa, os dirigentes sindicais ameaçaram intensificar o bloqueio de estradas em todo o país e marcaram a realização de uma greve geral para abril. "Este governo não aceitou nenhuma das propostas que fizemos, não nos deram o que pedimos", disse Luis D´Elía, um dos organizadores da marcha que, segundo ele, reuniu 15 mil pessoas. A polícia calculou o número em 10 mil. O líder da Corrente Classista e Combativa (CCC), Carlos Santillán, anunciou que haverá bloqueios de estradas em todo o país em apoio aos desocupados. "Voltaremos aos piquetes", disse D´Elía referindo-se ao bloqueio, que já dura uma semana, de uma estrada na província de Buenos Aires. Os dirigentes sindicais se reuniram por várias horas com a ministra do Trabalho, Patricia Bullrich, enquanto os manifestantes protestavam diante do edifício exigindo fontes de trabalho, dinheiro para assistência social e alimentos. A marcha foi organizada por três centrais sindicais: a ala "combativa" da peronista Confederação Geral do Trabalho (CGT), e as esquerdistas CTA (Central de Trabalhadores Argentinos) e CCC.

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