Emiliano Lassalvia/AFP
Emiliano Lassalvia/AFP

Argentina supera 100 mil mortes por covid-19

Número foi registrado apesar de desaceleração no contágio; segundo o governo, há 5.092 pessoas internadas em UTIs do país

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2021 | 20h36

BUENOS AIRES - A Argentina registrou nesta quarta-feira, 14, 614 novas mortes pela covid-19, superando 100 mil desde o começo da pandemia. O número de casos da doença ultrapassa 4,7 milhões, segundo o Ministério da Saúde do país.

O total de óbitos chegou a 100.250 pessoas, apesar de o contágio registrar uma desaceleração. Segundo o governo, há 5.092 pessoas internadas com o novo coronavírus em UTIs do país, com uma porcentagem de ocupação de leitos para adultos de 62,2%.

“Do ponto de vista epidemiológico, não consigo encontrar uma explicação. Somos uma equipe de 60 pesquisadores que trabalham, administram e assessoram todos os hospitais do país exceto Buenos Aires, mas não há explicação para este número de mortos”, disse à Agência France-Presse o infectologista e epidemiologista Hugo Pizzi.

No mundo, a Argentina ocupa a oitava posição em número total de casos e a décima primeira em número total de mortes. Proporcionalmente em relação ao número de habitantes, ocupa a 13ª posição nas duas categorias.

O país fez uma quarentena muito longa no ano passado, o que permitiu equipar e melhorar as condições das instituições públicas de saúde. A medida foi criticada por diversos setores por seus efeitos na economia, que contraiu 9,9% em 2020. Pizzi afirma, no entanto, que o país viveria um "cataclismo" se não fosse por ela. A Argentina sofreu picos de 40 mil casos diários em abril deste ano e um confinamento de 9 dias foi decretado, então gradualmente reduzido.

Nas últimas semanas, a campanha de imunização se acelerou, com a chegada de milhões de doses das vacinas Sputnik V, Sinopharm e Astrazeneca. Até esta quarta-feira, um total de 20.605.189 pessoas receberam pelo menos a primeira dose da vacina, o que representa 60,85% da população maior de 18 anos e 45% da população total. Dos vacinados, 5.113.342 pessoas (11%) têm as duas doses aplicadas, segundo o Monitor Público de Vacinação. /AFP

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