Argentina suspende todos os voos regulares com Brasil, Chile e México a partir de sábado 

Argentina suspende todos os voos regulares com Brasil, Chile e México a partir de sábado 

Os três países se juntam assim ao Reino Unido entre os que tiveram voos com a Argentina suspensos, com as autoridades temendo uma segunda onda de infecções 

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2021 | 22h00

BUENOS AIRES - O governo do presidente Alberto Fernández suspenderá todos os voos regulares a partir de sábado, 27, que ligam a Argentina ao Brasil, Chile e México, segundo informaram fontes oficiais nesta quinta-feira, 25, após o aumento de casos de covid-19 nessas três nações. Os três países se juntam assim ao Reino Unido entre os que tiveram voos com a Argentina suspensos, com as autoridades temendo uma segunda onda de infecções. Nenhum prazo foi especificado para a retomada dos voos.

De acordo com as fontes, são medidas que o governo toma levando em conta a rápida evolução das condições epidemiológicas, com diversas variantes de covid-19 em circulação que a Argentina tenta impedir de entrar no país enquanto avança com sua campanha de vacinação. Entre a população de 45 milhões, 2,8 milhões receberam a primeira dose da vacina e cerca de 650, as duas doses. 

A decisão administrativa foi tomada pelo chefe de Gabinete, Santiago Cafiero, e aumenta as restrições anunciadas no dia 13, que reduziram a frequência dos voos com o Brasil e o Chile, entre outros países. Haverá também mais controle para argentinos e residentes que retornarem do exterior. 

A Argentina já exige um teste de detecção de coronavírus seja apresentado antes do embarque para o país. Agora, um outro teste deverá ser feito na chegada ao país e repetido sete dias após a entrada, com custos arcados pelo passageiro. As fronteiras com a Argentina também permanecerão fechadas ao turismo estrangeiro.

Caso o resultado do teste na chegada ao país seja positivo, os viajantes "juntamente com seus contatos próximos" devem cumprir o isolamento em locais indicados pelas autoridades, de acordo com a resolução. A estadia nesses centros de isolamento também ficará a cargo do cidadão. Se o viajante não cumprir o isolamento, estará exposto a ações criminais por violação de medidas contra epidemias e desobediência ao poder público.

Com essas medidas, o governo em Buenos Aires “recomenda que todos os argentinos e residentes não viajem para o exterior”, principalmente aqueles que pertencem a grupos de risco. Membros do Executivo têm tentado, nas últimas semanas, desencorajar, por meio de suas declarações, o turismo da Argentina para países que o permitem.

A Argentina registrou 8.238 novos casos do coronavírus SARS-CoV-2 nesta quinta-feira, elevando o número total de positivos para 2.278.115, enquanto as mortes somaram 55.092, após novos 146 óbitos confirmados nas últimas 24 horas./EFE e AP

 

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