Argentina teme efeitos do pacto de acionistas da Repsol

O governo da Argentina pediu uma reunião urgente do conselho de administração da YPF, a petroleira do país na qual a espanhola Repsol detém participação majoritária, por entender que o recente acordo entre os dois maiores acionistas da Repsol para votarem em conjunto poderá afetar os planos de investimento e produção da YPF, segundo o jornal El País.

REGINA CARDEAL, Agência Estado

03 Setembro 2011 | 16h06

Citando uma carta enviada ao conselho da YPF, El País afirma que o pacto entre a Sacyr Vallehermoso SA e a Petróleos Mexicanos (Pemex) de unirem seus votos para pressionar por mudanças nas prioridades de investimentos da Repsol causou "preocupações" no governo argentino. A Argentina está convocando o encontro do conselho para o dia 9, e quer que representantes da Sacyr estejam presentes, acrescenta o jornal.

Separadamente, o ministro do Planejamento da Argentina, Julio de Vido, citado pela agência de notícias EFE, disse que o governo "espera que não haja qualquer mudança institucional na companhia (YPF) e, se houver, nós temos o poder de veto".

A Sacyr e a Pemex anunciaram um pacto no início desta semana. Eles disseram que vão trabalhar em conjunto para tentar maximizar o valor de mercado da Repsol e acrescentaram que querem separar os cargos de executivo-chefe e presidente do conselho na Repsol, que atualmente são exercidos por Antonio Brufau. As informações são da Dow Jones.

Mais conteúdo sobre:
ArgentinaRepsol

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.