Argentina terá base para detectar testes nucleares

Nos próximos meses a Argentina contará com uma base para detectar testes nucleares, que fará parte de uma rede mundial da ONU. A base também terá equipamentos para a detecção da utilização de armas químicas e biológicas. A detecção será realizada através de monitoramento sismográfico e infra-sônico. A base estará instalada na província de Tierra del Fuego, uma ilha localizada no extremo sul do país, dedicada basicamente ao turismo e à criação de ovelhas.A decisão da instalação foi polêmica, já que diversos grupos ecologistas protestaram, afirmando que nessa base serão realizadas explosões nucleares subterrâneas, mesmo que sejam para fins pacíficos. A lei argentina prevê este tipo de ação. Além disso, a instalação da base causou confusão com uma proposta feita por um colunista do Financial Times, de que a Argentina teria que oferecer uma parte de seu território para que os EUA instalam ali parte de seu sistema antimísseis nucleares.A base de detecção de testes nucleares estará localizada no centro da ilha, próximo do vilarejo de Tolhuin. A autorização foi realizada através de um decreto do governador Carlos Manfredotti. O governador recordou que estará proibida a geração de energia nuclear ou a instalação de depósitos de resíduos atômicos, químicos ou biológicos. A manutenção econômica da base estará a cargo da ONU, que administra o Sistema Internacional de Vigilância e Prevenção de Ensaios e Explosões Nucleares, com sede em Viena.Terrorismo - O chanceler Adalberto Rodríguez Giavarini afirmou que o governo argentino será "solidário" com os Estados Unidos, mas destacou que vai agir com "cautela e prudência". Nos últimos dias o governo do presidente Fernando de la Rúa declarou seu respaldo aos EUA e afirmou que participará de um eventual combate contra o terrorismo seguindo os tratados internacionais.Nos próximos dias, o presidente da Argentina faria um pronunciamento em rede de TV para definir a posição da Argentina diante dos atentados terroristas. Hoje, De la Rúa afirmou que ainda não existe "um campo de batalha" definido. Por esse motivo, explicou que a estratégia argentina, por enquanto, será de "defender-se, cada um em seu lugar, cuidando as fronteiras" como forma de "proteger-nos do terrorismo".

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