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Argentinas convocam 'mamaço' pelo direito da amamentação em público

Ato ocorrerá no sábado em vários pontos da Argentina depois que uma jovem de 22 anos denunciou coação policial

O Estado de S. Paulo

19 de julho de 2016 | 16h34

Um "mamaço" em massa e apolítico foi convocado para este sábado em vários pontos da Argentina depois que uma jovem de 22 anos denunciou que a polícia de uma cidade da província de Buenos Aires a proibiu de amamentar seu filho em via pública.

Em 12 de julho, Konstanz Santos saiu de um banco situado em pleno centro de São Isidro, cerca de 20 quilômetros ao norte da capital argentina, e se sentou em uma pracinha para dar o peito a seu filho de nove meses quando duas mulheres policiais se aproximaram para comunicar que era "proibido" amamentar em lugares públicos.

"Não é assim. A Prefeitura de São Isidro defende a lactação materna", garantiu María De Velasco, que, sem conhecer Santos e após divulgar o ocorrido decidiu convocar um "mamaço em massa" na mesma pracinha para este sábado através de um evento no Facebook ao qual já se somaram cerca de 6 mil pessoas.

Esta amamentação pública se repetirá no obelisco de Buenos Aires e em outras cidades do país como La Plata, Rosário e Córdoba desde as quais outros cidadãos se uniram ao protesto por um feito que De Velasco define como "uma brincadeira" degradante e "inimaginável".

Segundo relatou a afetada ao jornal "El Argentino Zona Norte", depois que disseram que não podia amamentar seu bebê, perguntou às autoridades pela lei que estabelecia isso e uma delas a "agarrou" pelo braço para que levantasse.

"Tive que ir com o bebê chorando", acrescentou Santos, que diz que procurou a promotoria, o Tribunal e várias delegacias mas em nenhum lugar aceitaram a denúncia pela agressão. / EFE

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