Argentinos confiariam o dinheiro do condomínio a Kirchner

Caso Néstor Kirchner canse nos próximos quatro anos do "sillón de Rivadavia" - como é chamada a cadeira presidencial - e decida mudar de profissão, não terá problemas em estabelecer-se como síndico. Isso é o que indica uma pesquisa da consultoria Equis, que afirma que 70% dos argentinos têm confiança suficiente na honestidade de "El Pingüino" (O Pingüim) para entregar a ele o dinheiro do condomínio.Além disso, mais da metade dos pesquisados pela Equis não acredita que Kirchner poderia "roubar" a mulher de outro homem, embora a pesquisa não tenha detalhado se esta impossibilidade seria causada pela falta de cobiça do presidente na mulher do próximo ou pelo déficit de atributos físicos capazes de fazer de "El Pingüino" um irresistível Casanova.Ainda dentro da área de pecados, Kirchner não estaria totalmente isento de cometê-los. Um dos pecados, segundo os argentinos consultados pela Equis, é que Kirchner sofre de "soberba". Segundo a pesquisa, 54% consideram que o presidentepossui características "autoritárias".A Equis também sustenta que a popularidade de Kirchner continua em alta, após seis meses no poder. Segundo a pesquisa, Kirchner possui uma imagem positiva de 88,8%. A imagem negativa é de 4%.Em segundo lugar no ranking dos "populares" está sua esposa, a senadora Cristina Kirchner, a "primeira-cidadã" (ela prefere este termo ao de "primeira-dama"), com 84,9%. No terceiro posto está mais um Kirchner; neste caso, Alicia, a irmã do presidente que foi designada ministra da Ação Social, com 84%.O ministro da Economia, Roberto Lavagna, possui 75,4% de aprovação popular. Lavagna está no cargo desde março do ano passado, quando Eduardo Duhalde governava como presidente provisório após o caos financeiro de dezembro de 2001. "El Cabezón" (O Cabeção), como é conhecido Duhalde, não conseguiu uma imagem positiva relevante, já que possui apenas 34,7%. Sua imagem negativa a supera, com 47,5%.Quando tomou posse, em maio deste ano, Kirchner era visto como um "títere" nas mãos de Duhalde, que havia sido seu padrinho político. No entanto, atualmente essa imagem não convence mais. Segundo a Equis, 72% consideram que Kirchner pode governar sem Duhalde.Outra pesquisa, da Research International-Analogías indica que 85,9% dos entrevistados aprovam a gestão de Kirchner, enquanto que apenas 11,1% a desaprova. Segundo a enquete, 88% está de acordo com a política de mater congeladas as tarifas dos serviços públicos privatizados, enquanto que 80% concorda com a "depuração" que Kirchner está realizando na Corte Suprema de Justiça. A política pró-Mercosul e pró-brasileira de Kirchner conta com o respaldo de 69% dos argentinos.

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