Argentinos dão trégua, mas querem fim de limites a saques

Em seu primeiro dia como novo presidente argentino, o peronista Eduardo Duhalde contou com uma trégua da população e concentra-se apenas na formação do novo gabinete que, segundo ele, deve ser anunciado amanhã. As autoridades confirmaram que novas medidas econômicas só serão mesmo anunciadas na sexta-feira. A expectativa, segundo o analista Horacio Bonavia, da Portfolio Investment, é de que sejam anunciadas na sexta-feira medidas positivas para a população. A maioria dos argentinos quer o fim das restrições a saques bancários, que tem limitado os gastos dos argentinos a não mais do que 1000 pesos por mês, por conta bancária. O presidente, em discurso ontem à noite ao Congresso, garantiu aos argentinos que aqueles que têm depósitos bancários em dólar receberão em dólar. E quem tem recursos em peso terá a mesma moeda de volta. Essas afirmações, segundo analistas, foram suficientes para diminuir o tamanho das filas nos bancos argentinos nesse primeiro dia útil do ano. Também não houve corrida ao mercado paralelo de dólar, com as cotações permanecendo em torno de 1,40 peso por dólar no paralelo. Ainda assim, ninguém arrisca apostar na volta definitiva da tranqüilidade ao país. Isso porque, ainda não está nem um pouco claro como será feita a eventual mudança de política econômica na Argentina. E a quem admita que o resultado pode desagradar a já irada população. Foi tranqüila a reação da população à medida do Banco Central que decidiu não mais autorizar, a partir de amanhã, transferência de fundos de contas correntes/poupança em dólar para pesos.

Agencia Estado,

02 Janeiro 2002 | 18h37

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