Argentinos descrêem de ajuda do Brasil ou dos EUA

A maioria dos argentinos se mostra cética em relação à colaboração do Brasil ou dos Estados Unidos com seu país. Pesquisa realizada pelo Instituto Gallup Argentina, entre os últimos dias 12 e 14, mostra ainda que somente 9% das pessoas ouvidas consideram que a crise econômica foi gerada pelo regime de conversibilidade, que vigorou entre 1991 e o início deste ano. Quase a totalidade dos consultados, 89%, aponta os gastos excessivos do Estado como a causa de seus males. Os resultados da pesquisa, que ouviu 819 argentinos, foram publicados na edição deste sábado do jornal La Nación. Eles mostram que, para 55% das pessoas entrevistadas, o Brasil poderá dar pouca ou nenhuma ajuda à Argentina. Mas 40% ainda consideram que a ajuda do país vizinho poderá ser muita ou bastante. No caso dos Estados Unidos, o ceticismo é maior. A colaboração mínima ou nula é esperada por 63% dos consultados. A expectativa de maior apoio dos americanos foi expressada por 33%. Entretanto, a maioria admite que a ajuda financeira americana seria necessária para a Argentina sair da crise. Essa opinião é de 59% das pessoas ouvidas. Para uma parcela de 37%, o país pode sair sozinho deste imbróglio. A colaboração da Espanha, por sua vez, divide os argentinos: 46% acreditam que os espanhóis podem ajudar bastante ou muito, e 47% não vêem essa possibilidade. A Espanha é atualmente o país que mais investe na Argentina. Também divide os argentinos a posição que seu país deve manter, na órbita das relações internacionais. Para 45% das pessoas entrevistadas, a Argentina deve aliar-se aos países desenvolvidos. Mas 44% sustentam que a melhor aliança seria com os vizinhos latino-americanos. A pesquisa indica ainda a percepção dos argentinos sobre a crise que atravessam. De um lado, 53% das pessoas ouvidas afirmam que as causas são políticas. Outras 23% atribuem-na também a razões econômicas. De outro, 89% dos entrevistados asseguram que os gastos excessivos do Estado levaram à atual situação econômica. Para 73%, a corrupção é o principal problema do país. Leia o especial

Agencia Estado,

19 Janeiro 2002 | 14h16

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