Argentinos fazem 'panelaço' contra Cristina Kirchner

A cidade de Buenos Aires está totalmente mobilizada pelo protesto contra o governo da presidente Cristina Kirchner. Convocado pelas redes sociais, o movimento de protesto conhecido como "panelaço" voltou recarregado e com cartazes com as mais distintas reclamações: "basta de mentiras"; "fora corruptos"; "não à reeleição"; "basta de insegurança"; "pela liberdade de imprensa"; "pela transparência de preços" e inúmeros outros. Uma multidão se reuniu em frente à residência oficial de Olivos, onde vive a presidente Cristina Kirchner, na noite desta quinta-feira. Nem as elevadas temperaturas, acima de 35 graus, desanimaram famílias inteiras que compareceram aos mais diferentes pontos de concentração e passeatas.

MARINA GUIMARÃES, CORRESPONDENTE, Agência Estado

08 de novembro de 2012 | 22h42

"Argentina, Argentina", cantam em todas as partes do país, não só na capital, mas também em Bariloche, Rosario, Mendoza, Córdoba, Tucumán, Salta e nos demais centros urbanos. Não há cartazes, nem bandeiras partidárias. O hino nacional também ecoa e as únicas bandeiras que flamejam são as celestes e brancas, as cores nacionais argentinas. Alguns aposentados com alto-falantes pedem pagamento digno e criticam os gastos do governo com a reforma do toalete do gabinete da Casa Rosada, orçada em R$ 1 milhão, ou com a transmissão das partidas de futebol.

Há cartazes que pedem o fim do "ódio e divisão da sociedade" por parte do governo, que classifica de inimiga qualquer opinião contrária à ideologia oficial. Outros que criticam os excessivos controles na economia, como as restrições às importações que provocam até falta de medicamentos. "Não sou golpista: mais segurança e educação"; "Basta de matar"; "Respeito à democracia e à Constituição". Os cartazes expressam diferentes reivindicações da população.

Nenhum cartaz pedindo a liberação do mercado de cambio foi visto até o momento. Várias passeatas se dirigem ao Obelisco, ponto de encontro do protesto chamado de 8N. Outros grupos de enormes proporções preferiram permanecer em seus pontos de concentração, como no bairro de classe média Caballito e Belgrano.

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