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Argentinos pedem que universidade expulse juiz que libertou pedófilo

Magistrado reduziu pena de acusado sob a alegação de que vítima, de 6 anos, 'era gay'

Rodrigo Cavalheiro, CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES

20 de maio de 2015 | 18h26

BUENOS AIRES - Em assembleia, professores e alunos da Universidade Nacional de La Plata, pediram nesta quarta-feira, 21, a expulsão do juiz argentino Horacio Piombo, que reduziu pena de 6 anos par 3 anos e 2 meses de um violador sob alegação de a vítima, um menino de 6 anos, era gay. O magistrado, que integra o corpo docente da instituição, sustentou ao baixar a punição que o garoto já tinha sido violentado e apresentava sinais de "travestismo", razão pela qual não se justificaria a agravante que mantinha o réu preso.

 "Ele não tem nada que ensinar na universidade pública, não pode participar da formação de direitos humanos de milhares de advogados. Queremos sua expulsão, de acordo com o estatuto da universidade", disse Darío Estevez, presidente da Federação Universitária de La Plata ao canal TN. Na terça-feira, a diretora da faculdade de Direito da Universidade Nacional de Mar del Plata, María del Carmen Ortega, havia anunciado a destituição do juiz. Magistrado de segunda instância, Piombo enfrenta processo de cassação na Justiça. 

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