Argentinos poderão enviar tropas ao Afeganistão

Antes do fim deste ano tropas argentinas estariam desembarcando em território afegão para participar em missões humanitárias sob o comando da ONU. A informação circulou extra-oficialmente hoje em Buenos Aires. A missão argentina consistiria em um hospital ambulante que está sendo preparado pela Força Aérea. Este hospital já foi utilizado pelos argentinos na missão em Kossovo. O ministro da Defesa, Horacio Jaunarena, sustentou que ainda não existe um pedido oficial da ONU para o envio de tropas argentinas, e que por isso não há uma data definida para o envio ao Afeganistão. No entanto, o presidente Fernando de la Rúa, durante uma reunião com a cúpula do Exército, afirmou que a Argentina enviará tropas para aquele país. O general Ricardo Brinzoni, chefe do estado-maior do Exército, sustentou a De la Rúa que está pronta para enviar militares a qualquer parte do mundo. A definição desta situação será elucidada na segunda-feira, quando chegarão a Buenos Aires representantes da ONU, especializados em missões de paz. O chefe da missão, Gerard Ganz visitará o centro de treinamento para missões de paz, em Campo de Mayo. Na semana que vem também passará por Buenos Aires o chefe do Exército dos EUA, general Erik Shinseki, fato que aumentou a especulação sobre o envio de tropas argentinas para o cenário afegão. A Argentina é um dos países latino-americanos com mais experiência neste tipo de operações, já que um terço de seus oficiais e sub-oficiais participaram de missões da ONU na última década. Em 1991, a Argentina participou da Guerra do Golfo com o envio de navios de guerra. Os navios realizaram somente ações de patrulhamento marítimo, e não entraram no cenário de guerra. Posteriormente, o país tornou-se aliado extra-OTAN dos Estados Unidos. Além do hospital ambulante com uma equipe de 40 médicos e enfermeiros militares, a Argentina também enviaria um batalhão de infantaria mecanizada leve. Estas tropas serviriam como proteção ao corpo médico, tendo em vista o alto risco de vida no território afegão. As tropas somente seriam utilizadas para defesa, e não para ataques. Leia o especial

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