Argentinos prestam homenagem a ex-presidente Néstor Kirchner

Filas se formaram em frente a Casa Rosada; Lula foi oitavo presidente a comparecer

estadão.com.br

28 de outubro de 2010 | 11h40

Atualizado às 23h46

 

BUENOS AIRES - Os argentinos formavam uma longa fila na Praça de Maio na manhã desta quinta-feira, 27, onde aguardavam para se despedir de seu ex-presidente Néstor Kirchner. O peronista morreu na manhã da quarta-feira após sofrer uma parada cardíaca em El Calafate, na Patagônia.

 

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"Força Cristina, Gracias Néstor" eram algumas das frases estampadas em cartazes e também ditas durante as últimas horas por milhares de pessoas que se aproximaram da sede do governo.

 

Kirchner é velado na Casa Rosada, sede do Executivo argentino, onde está a presidente e esposa de Néstor, Cristina Kirchner, que chegou por volta das 11 horas locais e  recebeu o tempo todo o carinho dos filhos, Máximo e Florencia.  

 

No velório, presidido por Cristina, se reuniram familiares, amigos e membros do gabinete para acompanhar o caixão fechado e coberto por uma bandeira argentina.

 

Líderes de toda a América do Sul compareceram à cerimônia -  à noite, chegaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Hugo Chávez (Venezuela), Juan Manuel Santos (Colômbia) e Paraguai (Fernando Lugo).

 

Cristina abraçou e conversou com cada um dos presidentes. Mais cedo, compareceram os governantes José Mujica (Uruguai), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador) e Sebastián Piñera (Chile).

 

 

O presidente do Peru, Alan García, não pôde ir devido ao mau tempo, que o impediu de embarcar. "O presidente queria ter ido, mas permaneceu em Concepción devido a uma tempestade elétrica que o impediu de chegar a Lima para partir para Buenos Aires", informou o chanceler José García Belaunde.

 

Evo, que se disse órfão com a morte do colega, disse que "as recomendações e conselhos de Kirchner" quando assumiu a presidência da Bolívia "foram muito importantes". Correa, por sua vez, afirmou que a maior homenagem que se pode fazer para o argentino é "realizar seu sonho de construir a grande pátria da América Latina". Kirchner exercia o cargo de secretário-geral da União das Nações sul-americanas (Unasul).

 

Mujica expressou suas condolências e disse que "todos os uruguaios são solidários com a morte de Kirchner". "É certo que um rio nos separa, mas esse mesmo rio também nos une", disse o presidente da nação vizinha. Piñera, por sua vez, lamentou a "grande perda" de toda a América do Sul. "O mais importante é reconhecer uma vocação e uma vida inteira dedicada não só à Argentina mas à toda a América", disse.

 

Argentinos aguardam na fila para comparecer ao velório de Néstor Kirchner.

 

Multidão

 

Dezenas de pessoas acamparam na fila desde a noite de quarta, quando ocorreram homenagens ao ex-presidente na Praça de Maio. O velório, que começou às 10 horas locais (11 horas em Brasília), se estende até a sexta-feira. As ruas próximas da Casa Rosada foram interditadas e tomadas por uma gigantesca fila. Até três mil pessoas por hora passaram pelo caixão de Kirchner.

 

A multidão, que levava cartazes e faixas de homenagem ao presidente e em apoio a Cristina, gritava "Néstor não morreu, Néstor vive no povo" e "Vamos, Cristina!". A entrada de bandeiras, câmeras e cartazes foi proibida.

 

Kirchner será velado  até sexta-feira às 10h no horário local (11h de Brasília), quando o corpo será levado para Rio Gallegos, sua cidade natal, a 2,6 mil quilômetros ao sul de Buenos Aires.

 

O enterro será em um túmulo familiar no cemitério de Rio Gallegos, embora ainda não tenha sido confirmado ser será ao fim da tarde de amanhã ou na primeira hora de sábado.

 

 

Casa Rosada recebeu homenagens desde a manhã da quarta-feira.

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