Argentinos querem extradição e julgamento de repressores

Pesquisas de opinião divulgadas neste domingo indicam que os argentinos apóiam a extradição e julgamento dos militares envolvidos nas violações aos direitos humanos durante a última ditadura militar (1976-83), quando estima-se que mais de 30 mil pessoas foram seqüestradas e assassinadas pelo regime. Os repressores foram anistiados no final dos anos 80 e início dos 90 depois de uma série de levantes militares que pressionaram os governos civis com ameaças de golpes de Estado. Segundo uma pesquisa da consultora Analogias, 61% dos entrevistados consideram que é preciso "rever" a questão militar "já que existem assuntos pendentes". Apenas 27,8% dos consultados afirmam que "não se deve voltar atrás em algo já resolvido". Outra pesquisa, da consultoria Equis, sustenta que 64% dos argentinos estão de acordo com a extradição dos repressores pedida pelo juiz espanhol Baltasar Garzón, para julgamento em Madri. Garzón pediu a extradição de 45 militares e um civil. Quase todos os repressores citados na "lista de Garzón" estão detidos. Até o final do dia deste domingo, apenas dois militares não haviam sido localizados: o capitão da Marinha Jorge Vidoza e o coronel Arturo González Naya.

Agencia Estado,

27 Julho 2003 | 20h37

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