Argentinos querem saber como será novo pacote

Já tem analista comparando a atual situação econômica da Argentina com a vivida há uma década, cujo salvador da pátria foi o atual ministro de Economia, Domingo Cavallo, que na sexta-feira praticamente implorou a população para que deixasse o "dinheiro no banco". Há desespero entre os argentinos, que sabem das dificuldades, e evitam comentários antes de se saber realmente como será o novo pacote econômico, a ser anunciado ainda hoje, possivelmente. A city portenha , uma pequena região com estreitas ruas e altos edíficios no micro-centro de Buenos Aires, passou a sexta-feira com um movimento além do rotineiro. Mais caras comuns entravam e saiam pelas portas dos bancos e casas de câmbio.Os relatórios internos dos grandes bancos estrangeiros que operam na Argentina enviados para os clientes investidores, os quais a AE pôde ter acesso, foram unânimes em dizer que a crise chegou no seu limite e já não depende de nenhuma medida adicional. Como disse o analista Leonardo Chialva, da consultoria Delphos Investiments, "a visão interna e externa é de que não há liderança política e sobram as improvisações para tapar os buracos", afirmou.Os analistas estão certos de que o sistema financeiro vai ter problemas de liquidez e que alguns bancos já demonstraram sinais de falta de dinheiro. O que se comenta é que o novo pacote vai tentar freiar a saida de recursos dos bancos. "Será uma intervenção dura, por mais que o governo diga que está preservando o dinheiro dos cidadãos", afirmou um deles.

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