Agustin Marcarian/REUTERS
Agustin Marcarian/REUTERS

Argentinos saem às ruas contra o governo e a quarentena

Convocado pelas redes sociais, os protestos, chamados 'banderazos', reuniram pessoas usando máscaras nas ruas das principais cidades do país

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2020 | 03h04

BUENOS AIRES - Um protesto em massa ocorreu neste domingo, 14, em diferentes pontos da Argentina contra o governo de Alberto Fernández e a quarentena obrigatória, segundo imagens transmitidas pela TV local.

Convocado pelas redes sociais com as hashtags #13STodosALasCalles, #13SPorLaRepublica e #13SJuntosContraLaIMPUNIDAD, movimento virou uma mobilização popular, com pessoas e veículos exibindo bandeiras nacionais.

O governo argentino decretou quarentena obrigatória em 20 de março, que segue vigente. Ainda assim, a pandemia não cede no país, que registrou há 10 dias um recorde de mais de 12 mil casos em 24 horas e, neste domingo, acumulava quase 550 mil casos, com mais de 11 mil mortos, segundo dados oficiais.

Os protestos, chamados "banderazos", reúnem cidadãos usando máscaras nas ruas das principais cidades do país e perto de estradas. A manifestação de hoje coincidiu com uma coluna publicada pelo ex-presidente liberal Mauricio Macri no jornal La Nación em que ele critica duramente a gestão do seu sucessor.

A Argentina atravessa uma dura crise econômica e está em recessão desde 2018. Um total de 40% da população vive na pobreza. O desemprego atingiu 10,4% no primeiro trimestre e a cifra se agrava devido ao confinamento obrigatório./AFP

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