Ariel Sharon rejeita expulsão de Arafat

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, rejeitou hoje proposta apresentada por seu ministro de Defesa, Shaul Mofaz, de expulsar o líder palestino Yasser Arafat, dos territórios ocupados em represália pelos atentados suicidas das últimas horas. O presidente da Autoridade Palestina está a vários meses isolado em seu quartel-general em Ramallah, Cisjordânia. As autoridades israelenses disseram que ele é livre para deixar os territórios palestinos quando quisesse, mas não deram garantias de que ele poderia retornar. Segundo a televisão israelense, a proposta foi apresentada por Mofaz durante reunião de gabinete. Sharon disse que um passo destas características não está previsto na agenda política de seu governo. Raanan Gissin, porta-voz de Sharon, havia mencionado claramente a possibilidade da saída de Arafat dos territórios palestinos e o acusou de "abrir o caminho ao sangue e ao terrorismo". Outro porta-voz do governo israelense, Avi Pazner, declarou que os atentados suicidas cometidos sábado e hoje contra israelenses podem ser atribuídos a "uma aliança nefasta" entre Arafat e os grupos armados palestinos, em especial o Hamas e o Jihad Islâmico.

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