Armas de Israel que iriam para o Irã serão devolvidas

A Alemanha informou nesta quarta-feira que devolverá a Israel um carregamento de equipamentos militares que Israel afirma ter sido despachado para o Irã por uma empresa privada sem autorização. Inspetores da aduana de Hamburgo descobriram em meados deste mês dois contêineres carregados com partes de veículos blindados, a bordo de um barco no porto da cidade. O carregamento estava sendo transferido de um cargueiro a outro, que o levaria ao Irã, informaram autoridades aduaneiras em um comunicado. O Ministério da Economia alemão proibiu o embarque e informou que as armas serão enviadas novamente para Israel. As leis alemãs proíbem a venda de armas ao Irã. O Irã negou relação com o carregamento e funcionários alemães se recusaram a dar maiores detalhes. As autoridades israelenses disseram que estão realizando uma investigação conjunta com a Alemanha. Ao confirmar ontem o ocorrido, o Ministério da Defesa de Israel afirmou que havia dado permissão para que a empresa privada vendesse as armas, mas para a Tailândia. Segundo a televisão israelense, o nome da empresa é Piad, cujo presidente foi identificado como Avijai Weinstein. Haim Misgav, advogado de Weinsten, disse que o carregamento do cliente não viola a lei, acrescentando que os artigos foram vendidos a uma empresa tailandesa, e que, por este motivo, a questão não era mais de responsabilidade de Israel. Segundo especialistas e observadores, a gravidade do caso foi exacerbada por questões políticas internas de Israel, talvez para prejudicar o ministro da Defesa, o trabalhista Binyamin Ben-Eliezer.

Agencia Estado,

29 Agosto 2002 | 18h14

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