AFP PHOTO / Omar haj kadour
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Arsenal químico sírio é ameaça desde 2003

País asiático produz armas químicas há três décadas

Roberto Godoy, O Estado de S. Paulo

07 Abril 2017 | 02h58

A Síria domina a tecnologia da produção e armas químicas há cerca de 30 anos – mas seu arsenal ganhou consistência e se transformou em uma grave ameaça em 2003, quando o então ditador iraquiano Saddam Hussein transferiu mais de 1.000 toneladas de agentes dos gases de mostarda, sarin e VX2 do Iraque para bases sírias – uma delas, Shayrat.

O complexo foi construído para atender à demanda logística não apenas da Força Aérea mas também do Exército. Esquadrões da aviação russa usaram as instalações durante a fase mais intensa da ofensiva contra o Estado Islâmico e as forças de oposição ao regime sírio, lançada em 2016.

A operação de retaliação ao bombardeio devastador sobre Khan Sheikhoun foi precisa. Os mísseis Tomahawk “chegaram a todos os pontos que queríamos atingir”, disse o secretário da Defesa, general James Mattis. Foram inutilizadas duas pistas, estradas de acesso, todos os depósitos de combustível, aviões, o centro de comunicações, a estação geradora de energia e “todos os prédios significativos do conjunto”. 

Segundo relatórios apresentado pelo Pentágono ao Congresso, em 2004, Saddam negociou com Assad a transferência das cargas químicas considerando que a invasão dos EUA liderando uma coalizão internacional era inevitável. O iraquiano pretendia fugir para Damasco e ser recebido como asilado. A carga química teria sido o pagamento ajustado. Depois da queda de Bagdá, em 9 de abril de 2003, grupos das forças especiais dos EUA iniciaram uma caçada ao estoque mortífero. Apenas duas carretas foram encontradas – vazias.

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