Arsenal químico sírio foi movido, dizem EUA

Informação é da inteligência do governo americano, que não sabe 'exatamente' se os opositores do sírios tiveram acesso ao armamento

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2012 | 03h05

Informações de inteligência sugerem que as forças leais ao ditador sírio, Bashar Assad, mudaram de lugar parte das armas químicas em poder do regime - o que, de acordo com os EUA, serviu para guardar o equipamento em local mais seguro. Segundo o secretário de Defesa americano, Leon Panetta, porém, parte do armamento tem paradeiro incerto.

Ontem, a ONU estendeu por seis meses o mandato da missão de investigação sobre crimes de guerra na Síria, liderada pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro. Os rebeldes, que há 18 meses tentam depor Assad, iniciaram uma nova ofensiva para expulsar as forças do governo de Alepo, a segunda maior cidade do país.

"Há (dados de) inteligência de que algumas movimentações (de armas químicas) ocorreram. Onde exatamente, não sabemos. Não tenho informações específicas a respeito dos opositores e sobre se eles (os rebeldes) obtiveram parte disso (desse armamento) ou quanto eles obtiveram", disse Panetta.

Quando questionado especificamente sobre a possibilidade de a Guarda Revolucionária do Irã ou insurgentes sírios poderem ter se apossado das armas químicas, Panetta disse que não há "informações firmes para confirmar que isso tenha ocorrido". O americano afirmou ainda que os EUA descobriram que o armamento continua seguro.

ONU. A missão das Nações Unidas culpou as forças de Assad pela maioria dos abusos no conflito sírio - que, segundo a oposição, já deixou 30 mil mortos. Na semana passada, os investigadores da ONU entregaram uma segunda lista de suspeitos de cometer crimes de guerra.

Ao todo, 41 dos 47 países-membros do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas votaram a favor da ampliação da missão da investigação. Rússia, China e Cuba se opuseram - e outros três países se abstiveram.

O Exército Sírio Livre batizou a ofensiva iniciada ontem em Alepo de "Batalha Decisiva". "Há combates em todas as frentes", disse Baraa al-Halabi. / REUTERS e AP

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