Artistas britânicos pedem a premiê mais ajuda para sírios

Divulgada pela Anistia Internacional, Oxfam e Conselho Britânico de Refugiados, carta expressa a 'vergonha' pelo pouco esforço britânico

O Estado de S. Paulo

26 de janeiro de 2015 | 09h39

LONDRES - O músico Sting, o cineasta Ken Loach, a atriz Emma Thompson e o comediante Michael Palin estão entre os artistas britânicos que pediram ao primeiro-ministro David Cameron um maior esforço para acolher refugiados sírios no país em carta aberta divulgada nesta segunda-feira, 26.

Divulgada pela Anistia Internacional, Oxfam e o Conselho Britânico de Refugiados, a carta expressa a "vergonha" pelo pouco esforço britânico no amparo de refugiados que fogem da guerra civil que começou em 2011 na Síria e do avanço do Estado Islâmico (EI) na região.

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) pediu aos governos que acolham no total pelo menos 100 mil sírios entre este ano e o seguinte.

O governo de Londres iniciou no ano passado um programa de amparo a refugiados sírios, que abrigaria poucas centenas deles em três anos, após ser pressionado a tomar rever sua posição inicial de apenas investir em ajuda no terreno."A questão é se David Cameron quer ficar na história como o primeiro-ministro que limita sua compaixão a uma centena de pessoas quando tem a oportunidade de oferecer refúgio a muitas mais", questionam os autores da carta aberta.

Perante esta situação, os signatários, entre eles também as atrizes Vanessa Redgrave e Juliet Stevenson e a estilista Vivienne Westwood, se mostram "envergonhados que seu país "não tenha conseguido fazer o mesmo" que outros, como a Alemanha e Áustria, que aumentaram suas cotas. "Oferecer refúgio a 'várias centenas' de pessoas não é suficiente para um líder mundial. Não se trata de estatísticas de imigração ou de políticas de partido, sim de pessoas. Sobre os valores que apreciamos na Grã-Bretanha: compaixão e humanidade", escrevem.

"Sua escolha é simples, embora histórica. Está em posição de oferecer refúgio no Grã-Bretanha a algumas das pessoas mais vulneráveis do mundo. Pode oferecer esperança. Pode oferecer futuro", destacam os signatários. EFE

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