As comemorações de 1º de Maio pelo mundo

As comemorações de 1º de Maio pelo mundo foram marcadas por manifestações. Na Itália, a data foi celebrada nas maiores cidades com marchas e comícios, o principal deles em Locri (sul), reunindo os dirigentes dos três maiores sindicatos do país (CGIL, CSIL e UIL). Frente a cerca de 30 mil pessoas, o secretário-geral do CGIL, Guglielmo Epifani, instou ao futuro Governo de Romano Prodi, vencedor das eleições gerais, que "veja em breve a luz" e trabalhe pelo desenvolvimento econômico, porque "o país não pode esperar".Outra grande manifestação ocorreu em Turim (norte), onde, segundo os sindicatos, cerca de 100 mil pessoas saíram às ruas. Em Roma, o 1º de Maio será celebrado com um grande show esta tarde na esplanada de São João de Latrão, onde já estão milhares de pessoas.Milhares de pessoas também participaram da manifestação pelo 1º de Maio em Milão (norte da Itália). Houve momentos de tensão devido à presença da ministra da Educação do Governo que está prestes a deixar o poder, Letizia Moratti. Ela foi alvo de vaias e insultos que a levaram a deixar o ato.Moratti, que foi à manifestação a convite dos sindicatos, só conseguiu percorrer 50 metros em meia hora, rodeada de jornalistas, policiais e manifestantes que a acusaram de "provocadora" e dirigiram frases como "vá trabalhar". A origem das críticas contra a ministra, candidata à prefeitura de Milão, está numa polêmica reforma do sistema educacional que, segundo seus detratores, "humilhou" os trabalhadores escolares e estende a "precariedade" aos pesquisadores.RússiaNa Rússia, sindicatos e diferentes partidos políticos fizeram manifestações pedindo a erradicação da pobreza e a garantia de maiores salários e benefícios sociais aos trabalhadores. A Federação de Sindicatos Independentes afirmou que dois milhões de pessoas participaram das manifestações realizadas em mais de 800 cidades da Rússia com o lema "Salários dignos para ostrabalhadores", o mesmo usado no ano passado. "O salário mínimo atual é tão ínfimo que com uma jornada de trabalho de oito horas é impossível sobreviver", denunciou o presidente da federação, Mikhail Shmakov, em um comício que reuniu 25 mil pessoas em frente à Prefeitura de Moscou.CubaO presidente de Cuba, Fidel Castro, preside hoje o ato central em Havana da comemoração do 1º de Maio, que este ano é celebrado na ilha sob o lema Unidos em Defesa da Pátria Socialista. Desde o começo da manhã são realizados atos nas 14 capitais provinciais do país, nos quais se espera a presença de cerca de 7 milhões de pessoas, segundo o sindicato único Central de Trabalhadores de Cuba (CTC). Os atos pelo 1º de Maio são assistidos em Cuba por cerca de 1.700 dirigentes sindicais, líderes de organizações estudantis e de mulheres, além de personalidades de mais de 70 países.ÁustriaNa Áustria, mais de 120 mil pessoas participaram hoje em Viena da tradicional manifestação do Dia do Trabalho convocada pelo Partido Social-Democrata (SPÖ) e pela Federação de Sindicatos Austríaca (OeGB). A manifestação, com dez mil pessoas a mais que há um ano, mostrou a capacidade de mobilização dos partidos de centro-esquerda em um momento em que estão envolvidos em um escândalo financeiro que diminui as perspectivas eleitorais do SPÖ nas eleições legislativas deste ano na Áustria.AlemanhaNa Alemanha, a "Noite de Walpurgis", celebração que precede às manifestações do dia do trabalho em Berlim e dá um indício à Polícia da violência das manifestações do 1º de maio, transcorreu com relativa calma. "Pela primeira vez em anos, a Noite de Walpurgis foi relativamente pacífica. As perspectivas de um 1º de maio pacífico aumentaram ", disse hoje um porta-voz da Polícia.O porta-voz informou que os 2.000 agentes que participaram, até a madrugada, da segurança da "Noite de Walpurgis" realizaram só 35 detenções, a maioria delas por posse de drogas e armas. No ano passado, foram detidas 150 pessoas, a maior parte "turistas da violência", provocadores de rua sem ideologia misturados com jovens da extrema esquerda, marginais e punks.IndonésiaMais de 40.000 pessoas marcharam hoje pelas ruas de Jacarta, na Indonésia, para mostrar sua oposição à reforma trabalhista proposta pelo Governo indonésio, que entre outras propostas reduz as indenizações por demissão e o tempo mínimo de contratação. Os participantes tinham sido convocados pelo Congresso Indonésio de Sindicatos, que reúne quinze organizações trabalhistas e é a principal força sindical do arquipélago. A manifestação percorreu os principais pontos da capital indonésia, incluindo o Palácio Presidencial e o edifício do Parlamento.

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