AP Photo/Pablo Martinez Monsivais
AP Photo/Pablo Martinez Monsivais

As escaramuças do ‘filão’ Scaramucci

Há uma semana, ele conseguiu o cargo de diretor de Comunicação da Casa Branca, e foi como se o convidado trapalhão tivesse entrado no lugar do professor aloprado

O Estado de S.Paulo

30 Julho 2017 | 03h00

Antes da eleição, ele alertava para o risco de os Estados Unidos enfrentarem uma “reestruturação da dívida moral” caso elegessem um demagogo. Preferia qualquer republicano tradicional a Donald Trump. Tuitava em favor do aborto, do controle de armas e da ciência climática.

Assim que Trump venceu, converteu-se. Apagou os tuítes e passou a fazer lobby feroz para entrar no governo. Há uma semana, conseguiu. Substituiu Sean Spicer no cargo de diretor de Comunicação da Casa Branca – e foi como se o convidado trapalhão tivesse entrado no lugar do professor aloprado. Sai Jerry Lewis, entra Peter Sellers, ou melhor, Anthony Scaramucci, ex-investidor de risco conhecido como “The Mooch” – “o filão” (no sentido de “filar” comida ou cigarros). 

Nem bem declarara guerra ao vazamento de informações, o repórter Ryan Lizza, da revista New Yorker, tuitou que Mooch filava a boia de Trump, num grupo seleto de convidados que não incluía o seu desafeto Reince Priebus, então chefe de gabinete da Casa Branca (e padrinho político de Spicer). 

Mooch ligou para Lizza para tirar satisfação. Queria saber quem vazara a informação, ameaçou chamar o FBI, o Departamento de Justiça e demitir toda a equipe de Spicer se Lizza não revelasse. O jornalista ficou impávido. A escaramuça não ficou por aí. Lizza publicou na internet as palavras de Mooch: “Reince é um esquizofrênico paranoico de m…”; “Não sou como Steve Bannon, não estou tentando chupar meu próprio p…”

No final, Mooch conseguiu o que queria: Trump demitiu Priebus, na sexta-feira. Só que a mulher de Mooch, a investidora Deirdre Ball, também vazou. De acordo com o site PageSix, especializado em celebridades, ela pediu divórcio depois de três anos de casamento e dois filhos. Nada como um diretor de comunicação que sabe se comunicar. 

O custo fiscal dos imigrantes nos EUA

Os imigrantes cresceram de 9% para 13% da população americana em duas décadas. Chegaram a 42,3 milhões em 2014. Movimentos nacionalistas questionam o custo de oferecer serviços públicos a uma população que nem sempre paga imposto. Um relatório das Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina sobre as consequências econômicas da imigração concluiu que o impacto fiscal dos imigrantes varia com o tempo. Os de primeira geração custaram ao Estado americano US$ 57,4 bilhões entre 2011 e 2013. Os de segunda e terceira em diante geraram benefícios de US$ 30,5 bilhões e US$ 223,8 bilhões, respectivamente. Ao longo de 75 anos, o estudo estima que o impacto fiscal será sempre positivo, entre US$ 173 mil e US$ 259 mil por imigrante.

US$ 1,2 trilhão de déficit na infraestrutura

O déficit brasileiro de infraestrutura é um dos maiores no relatório do G-20 que estima necessidades de eletricidade, telecomunicações, água, portos, estradas, ferrovias e aeroportos até 2040, em 50 países. Mantido nosso ritmo de investimento, faltará US$ 1,2 trilhão, para uma demanda de US$ 2,7 trilhões (4,8% do PIB). Os setores mais carentes serão estradas (déficit de US$ 853 bilhões), eletricidade (US$ 109 bilhões) e ferrovias (US$ 102 bilhões).

A democracia chegará à China?

O cientista político chinês Minxin Pei, radicado nos Estados Unidos, argumenta que a transição de seu país para a democracia está mais próxima do que muitos imaginam – seja por reforma, revolução ou uma mistura de ambas. “Começam a aparecer pequenas rachaduras na base do regime”, escreve na última edição do Journal of Democracy, disponível em português no site do Instituto Fernando Henrique Cardoso.

Um olhar paulistano no metrô nova-iorquino

Durante um ano e meio, o fotógrafo paulistano Jairo Goldflus andou pelo metrô de Nova York e, com seu iPhone, flagrou sem ser notado o passageiro sentado à sua frente, sempre no mesmo banco. O resultado está em seu novo livro, You are not here. Um mosaico de rostos, expressões e diversidade humana em 456 imagens.

 

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