Jason Reed / Reuters
Jason Reed / Reuters

'As pessoas estão alarmadas, mas não em pânico', diz brasileira em Sydney

Mulher mora na Austrália há um ano e quatro meses e ficou sabendo do caso desta segunda pela chefe

Fernanda Simas, O Estado de S. Paulo

15 de dezembro de 2014 | 12h16


A brasileira Debora Miranda, de 28 anos, mora em Sydney há um ano e quatro meses e ficou sabendo do grupo de pessoas reféns em um café da cidade quando ia para o trabalho. "As pessoas estão alarmadas, mas não em pânico", explicou ao Estado.

Miranda estuda marketing na cidade e trabalha perto de Martin Place, onde fica o café onde um homem armado faz reféns desde a manhã (horário local) desta segunda-feira, 15. Ela estava no trem, perto da Central Station, duas estações de distância do café, quando soube do incidente. "A minha chefe ligou dizendo 'estamos mandando todo mundo para casa, ninguém vai trabalhar porque parece que há uma situação com reféns e fecharam um café'. Isso foi por volta de 10H30", disse a brasileira.

A jovem contou que o trem que parava em Martin Place deixou de circular e as ruas foram bloqueadas. "Fui para casa e todos estavam com as Tvs ligadas pelo caminho, olhando tudo o que acontecia."

O governo australiano trata o caso como possível ato de terrorismo, mas não confirma a motivação da ação. A polícia também não informou detalhes do sequestrador por razões de segurança.

Depois da informação dos reféns no café, houve especulação sobre bombas que teriam sido colocadas em outros pontos da cidade. "Começou uma especulação de bombas. O Opera House foi fechado após um objeto ser localizado no local e prédios foram esvaziados", afirmou Miranda.

Segundo a brasileira, muitas ruas da região estão vazias e a imprensa local descreve o sequestrador como "homem careca com barba grande e bandana com inscrições em árabe". Ela acrescentou que a polícia pediu que as pessoas evitassem a região do caso, mas não orientou as pessoas a ficarem dentro de casa.

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