As principais peças do xadrez sul-africano

Jacob Zuma : populista de tendência esquerdista. Foi vice-presidente de Mbeki até que acusações de corrupção lhe tiraram do cargo. Tim Ngubeni, professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), diz que Zuma "carrega uma bagagem muito pesada para se tornar presidente do CNA". Contudo, é o preferido de sindicatos e comunistas. Enquanto Mbeki é um intelectual sem intimidade com as multidões, Zuma é tido como o anti-Mbeki: um rolo compressor com forte apelo popular Tokyo Sexwale: militante histórico do CNA. Esteve preso em Robben Island com Nelson Mandela, mas largou a política nos anos 90 para virar empresário. Fundou uma companhia cujo carro-chefe é a mineração. Ganhou concessões para extração de diamantes e ficou milionário. Como bom político, não disse se aceita ou não ser candidato, mas já deixou no ar que toparia Cyril Ramaphosa: outro líder histórico do CNA. Foi sindicalista, mas se retirou da política depois de perder a indicação para a presidência, em 1997. Virou empresário e hoje faz parte do conselho da Coca-Cola e da Unilever. Assim como Sexwale, ficou milionário. É um nome forte, mas não assume a candidatura Mangosuthu Buthelezi: veterano líder do Partido da Liberdade Inkhata. Muito identificado com o nacionalismo zulu, não tem cacife nacional para competir com o CNA Hellen Zille: prefeita de Cidade do Cabo e cada vez mais popular. Tenta reformar a Aliança Democrática, partido ainda identificado com os brancos

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.