As suspeitas contra o casal Kirchner

- Fundos de Santa Cruz: Nos anos 90 o então governador de Santa Cruz, Néstor Kirchner, enviou US$ 535 milhões dos fundos provinciais para o exterior. Kirchner prometeu que quando fosse eleito presidente o dinheiro voltaria ao país. Ele tomou posse em 2003, mas os fundos somente voltaram entre 2007 e 2009.

Ariel Palacios, Correspondente / Buenos Aires

31 Maio 2014 | 06h00

- Caso Skanska: Escândalo que envolve empreiteiras argentinas e estrangeiras, entre elas a sueca Skanska, no superfaturamento das obras de dois gasodutos no sul e norte do país em 2005. Os subornos teriam sido de pelo menos US$ 5 milhões.

- Trem-bala: A Oposição acusa os Kirchners de graves irregularidades no contrato que o governo assinou com a empresa francesa Alstom para a construção do trem-bala argentino. O governo dizia que o custo da obra seria de 2,5 bilhões de euros. Segundo a oposição, a forma como os contratos foram elaborados implicariam em custo três vezes superior ao orçamento oficial. O projeto foi posteriormente suspenso.“Caso da Mala”: Em 2007, Hugo Chávez teria enviado pelo menos US$ 5 milhões para a campanha eleitoral de Cristina Kirchner dentro de avião da estatal venezuelana PDVSA. Parte do dinheiro foi encontrado pela polícia alfandegária no Aeroporto Jorge Newbery.

- Caso do Banheiro: Também em 2007, Felisa Miceli era ministra da Economia quando foi denunciada pelo encobrimento de uma operação financeira ilícita que veio à tona com a descoberta de uma sacola com 100 mil pesos e US$ 31 mil no armário de seu banheiro no ministério. Miceli nunca explicou a origem desse dinheiro. Ela também foi considerada culpada pela destruição de documentos públicos. Em 2013 foi condenada a quatro anos de prisão, mas permaneceu em liberdade.

- Enriquecimento ilícito: A oposição, advogados independentes e a mídia alegam que o patrimônio dos Kirchner cresceu mais de 1.000 desde 2003 sem justificativas contábeis. Cristina argumenta que seu enriquecimento deve-se aos investimentos em imóveis e ao fato de ter sido “uma advogada de sucesso”.

- “Embaixada paralela”: O ex-embaixador argentino em Caracas, Eduardo Sadous, denunciou em 2010 que integrantes do governo da Venezuela e da Argentina durante vários anos exigiram a empresários exportadores de ambos países o pagamento de propinas de 15% a 20% para não causar obstáculos em suas operações. Segundo o ex-embaixador as pessoas envolvidas na exigência da propina referiam-se a ela como um “pedágio”.

- Caso Ciccone: Em dezembro, reportagens publicadas pela imprensa argentina revelaram que o vice-presidente Amado Boudou teria favorecido amigos na compra da gráfica Companhia Sul-Americana de Valores, a ex-Ciccone. Depois, Boudou teria ajudado os amigos a obter o contrato de impressão de notas de 100 pesos. Boudou tornou-se suspeito de enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e negociações incompatíveis com a figura de funcionário público.

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