As últimas horas do agente em Hong Kong

As circunstâncias da saída de Edward Snowden de Hong Kong surpreenderam parlamentares e juristas que esperavam uma batalha nos tribunais locais. Especialistas dizem que, em vez disso, o processo sofreu um curto-circuito. Um dos advogados do americano, Albert Ho, disse que o governo de Hong Kong estava "extremamente cauteloso" e era incapaz de lidar com as complicações que viriam com Snowden.

CENÁRIO: Jia L. Yang / Washington Post, O Estado de S.Paulo

25 Junho 2013 | 02h07

A história de como o americano saiu de Hong Kong com tanta facilidade inclui relatos conflitantes. Funcionários do Departamento de Justiça dos EUA disseram que o passaporte de Snowden havia sido revogado. O governo de Hong Kong, porém, disse que seu setor de imigração não havia sido notificado do fato e não tinha base legal para detê-lo.

No sábado, Snowden conversou com seus advogados - além de Ho, Jonathan Man e Robert Tibbo. Para comemorar o aniversário de Snowden - ele fez 30 anos na sexta-feira -, Ho levou uma pizza grande e frango frito. Havia também a bebida preferida do americano: Pepsi. "Acho que ele é mesmo um garoto", disse Ho. Snowden revelou a seus advogados a mensagem de um intermediário, que lhe aconselhou a deixar a cidade.

Snowden pediu para Ho consultar o governo de Hong Kong, para sentir o que eles estavam pensando. Às 18 horas de sábado, veio a resposta: "Não há nada que o governo possa fazer". Foi quando Snowden decidiu embarcar para Moscou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.