REUTERS/Thom Baur
REUTERS/Thom Baur

As vidas perdidas no massacre na escola da Flórida

Conheça as histórias dos jovens que tiveram suas vidas interrompidas pela ação de Nikolas Cruz, que matou 17 pessoas no colégio Marjory Stoneman Douglas

O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2018 | 10h44

PARKLAND, EUA - Um professor de geografia, um imigrante venezuelano, um nadador, estudantes prestes a se formar. Estas são algumas das 17 pessoas que morreram no ataque a tiros na escola Marjory Stoneman Douglas em Parkland, na Flórida, cometido pelo ex-aluno Nikolas Cruz. Conheça abaixo a história de algumas vítimas.

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Aaron Feis, 37 anos, técnico de futebol

Feis jogou futebol americano no time da Stoneman Douglas antes de se formar em 1999. Três anos depois, voltou como assistente de treinador e segurança. Acredita-se que ele foi o primeiro a responder ao "código vermelho" quando começaram os disparos na escola. Estudantes afirmam que Feis foi ferido ao tentar proteger vários deles do ataque do atirador. "Fui treinador com ele. Meus dois filhos jogaram para ele", disse o xerife do Condado de Broward, Scott Israel. "Os meninos desta comunidade o adoravam.” Feis deixa a mulher e uma filha.

Joaquin Oliver, 17 anos

Oliver havia obtido a cidadania americana em 2017. Ele iria se formar em poucos meses e emigrou da Venezuela quando tinha três anos de idade.

Scott Beigel, 35 anos

O professor de geografia abriu uma sala de aula e conduziu os estudantes para dentro quando começou o ataque. Em seguida, bloqueou a porta para protegê-los e foi ferido, disse a estudante Kelsey Friend ao programa Good Morning America, da emissora ABC. “Ele é meu Super-Homem”, disse a aluna Kelsey Friend, de 16 anos. “O Super-Homem salva vidas e foi exatamente isso que Beigel fez."

Chris Hixon, 49 anos

Hixon era diretor de educação física e treinava lutadores de wrestling na Marjory Stoneman Douglas. Levou a equipe de beisebol da Stoneman Douglas para o campeonato estadual e nacional em 2016. Trabalhou também na escola South Broward e, enquanto estava lá, foi requisitado para ir ao Iraque como parte da Reserva Naval Americana, segundo o jornal Sun Sentinel.

Nicholas Dworet, 17 anos

Há poucos dias, Dworet havia conseguido uma bolsa de estudos em natação da Universidade de Indianápolis e tinha grandes planos para o futuro. Ele era nadador especialista em estilo live e tinha o logo dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 como papel de parede de seu computador, segundo seu treinador no TS Aquatics Club, Andre Bailey. “Ele era vibrante, animado e confiante”, disse Jason Hite, treinador do time de natação da universidade que havia recrutado Dworet. “Era o tipo de garoto que você gostaria de ter no seu time.” O irmão mais novo de Dworet estudava na mesma escola e, durante o ataque, foi ferido na cabeça.    

Gina Montalto, 14 anos

Gina estava em seu primeiro ano na Stoneman Douglas. Fazia ginástica e dança, e se preparava para competir em Tampa no fim de semana.

Alyssa Alhadeff, 14 anos

Alyssa, sua mãe, seu pai e dois irmãos mais novos se mudaram de New Jersey para Parkland há alguns anos, segundo o vizinho e amigo da família, Leon Fooksman. Ela fazia parte do grupo de debate da escola e, durante um tempo, foi capitã do seu time de futebol, disse o rabino Mendy Gutnick, membro da comunidade frequentada pela família de Alyssa. Ela fazia parte da Associação de Futebol Juvenil do Sul da Flórida e jogava no clube de futebol de Parkland. “Eles tinham tantos sonhos para ela”, lamentou Gutnick, que a descreveu como generosa e compassiva. “Ela era bonita por dentro e por fora. Ninguém podia falar coisas ruins sobre ela.” A mãe de Alyssa, Lori Alhadeff, descreveu sua dor como “uma faca no coração”. “Queria ter sido baleada no seu lugar. Vou te amar sempre”, escreveu ela na página da filha no Facebook.

Martin Duque, 14 anos

Duque era “um garoto muito engraçado, extrovertido e, algumas vezes, muito quieto”, de acordo com um site de arrecadação de fundos de caridade, o qual acredita-se ter sido fundado por seu irmão mais velho. “Era doce, carinhoso e amado por toda a sua família”, segundo o portal. Ele era novato na escola de Parkland, informou o jornal Miami Herald.

Jaime Guttenberg, 14 anos

Ethel Guttenberg, avó de Jaime, a descreveu como engraçada, carinhosa e bonita. Ela dançava desde os 2 anos de idade e “amava cada segundo”, disse ela. Jaime estava no 9.º ano e tinha um irmão mais velho que estudava na mesma escola. Ele sobreviveu ao massacre. Jaime passava parte do tempo como voluntária e tentava ajudar os outros. / AFP e THE WASHINGTON POST

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