Jamal Saidi/Reuters
Jamal Saidi/Reuters

Ashura, o dia mais sagrado para 200 milhões

Data relembra morte de neto do profeta Maomé, o Imã Hussein

O Estado de S.Paulo

07 de dezembro de 2011 | 03h06

A festa da Ashura celebra o dia mais importante do ano para os cerca de 200 milhões de xiitas do mundo. O feriado relembra a morte do Imã Hussein, neto do Profeta Maomé, no século sétimo. Hoje, entre 10% e 15% dos muçulmanos são xiitas, embora a seita seja majoritária no Irã, Iraque, Azerbaijão e Bahrein.

 

Assim como os sunitas, xiitas seguem os escritos do Alcorão. No entanto, os dois grupos divergem sobre a linha de sucessão de Maomé. Xiitas acreditam que a autoridade do Profeta deveria ser transmitida a Ali, que seria o escolhido de Deus para assumir o poder.

Os sunitas, do outro lado, reconhecem os califas como os líderes temporais - mas legítimos - a partir da morte do Profeta.

O Imã Hussein, cujo martírio é lamentado com a autoflagelação durante a Ashura, deveria ser o líder da nação islâmica no século sétimo, acreditam os xiitas. No entanto, ele teria sido obrigado a lutar até a morte para salvar seu povo e a religião do reinado "injusto" do califa Yazid I.

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