Asiana defende experiência de piloto de acidente nos EUA

O presidente da companhia aérea Asiana Airlines, Yoon Young-doo, rebateu as acusações de que o piloto do avião da empresa que caiu em San Francisco não tinha experiência no controle de Boeings 777.

Agência Estado

08 de julho de 2013 | 09h29

"Nós só enviamos pilotos com experiência prévia de aterrissagem em San Francisco", afirmou o presidente, acrescentando que não acha que a experiência do piloto Lee Kang-guk com 777s seja um problema. "Nós também preparamos nossos pilotos com simuladores."

Duas adolescentes chinesas foram mortas e 182 pessoas ficaram feridas no acidente ocorrido no sábado, quando um voo da Asiana, vindo de Seul, perdeu a cauda e o trem de pouso ao bater contra um muro e em seguida caiu na pista.

Um porta-voz do Ministério dos Transportes sul-coreano disse que Lee, o piloto do voo, estava no controle da aeronave nas cinco horas antes da aterrissagem. Ele tem 43 horas de experiência com 777s, quase o equivalente a três ou quatro voos pelo oceano Pacífico. A companhia aérea informou que essas 43 horas foram concluídas fora de um simulador.

O governo sul-coreano, em linha com os padrões globais, exige 20 decolagens e aterrissagens, reais e não em simuladores, antes que um piloto possa voar sem um supervisor ou instrutor. A alternativa é o piloto ter 60 horas de voo, com 10 decolagens e aterrissagens.

Lee fazia seu primeiro pouso com um 777 em São Francisco e a nona com o modelo do avião. Anteriormente, ele já havia pousado um 777 em Narita, no aeroporto de Heathrow, em Londres, e em Los Angeles. Entre 1999 e 2004, Lee, que nasceu em 1967, pousou outros modelos de aeronaves no mesmo aeroporto de San Francisco.

Embora o clima na Coreia do Sul seja de tristeza, por causa do acidente, a mídia do país tem concentrado as atenções em como a tripulação e os passageiros reagiram rapidamente, limitando a quantidade de mortos e feridos.

O principal jornal sul-coreano, Chosun Ilbo, trouxe em sua manchete a frase "Os 10 minutos milagrosos", uma referência ao tempo que levou para que todos fossem retirados do avião antes de ele pegar fogo.

Nesta segunda-feira, a Asiana pretendia enviar quatro sul-coreanos e 19 chineses para San Francisco para que pudessem se encontrar com amigos e parentes que estavam no voo 214. A companhia aérea prometeu mais assistência às pessoas afetadas pelo acidente.

"Obviamente, a atmosfera dentro da companhia não é boa. Estamos fazendo o que podemos para fornecer um serviço de qualidade durante esse período complicado", disse uma porta-voz da Asiana. Fonte: Dow Jones Newswires.

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