Aso deve ser novo premiê japonês após ser eleito no partido

Novo líder dos governistas tem vitória garantida na 4ª, quando o sucessor do primeiro-ministro será escolhido

Agência Estado e Dow Jones,

22 de setembro de 2008 | 08h02

O partido governante do Japão escolheu nesta segunda-feira, 22, como novo presidente Taro Aso, político veterano mais inclinado a implementar medidas de estímulo fiscal para responder à desaceleração econômica global, ao invés de manter uma disciplina orçamentária. A votação significa que Aso deve se tornar o primeiro-ministro do Japão em votação no Parlamento, na quarta-feira. Mas, como podem acontecer eleições gerais em novembro, ainda não se sabe quanto tempo ele ficará no poder. Em uma votação de 525 membros do Partido Liberal Democrático, realizada após a surpreendente renúncia de Yasuo Fukuda como presidente do partido e primeiro-ministro, Aso derrotou os rivais com 351 votos a seu favor. Ele deve ser formalmente escolhido como primeiro-ministro em uma votação no Parlamento, onde o partido governante tem maioria na Câmara dos Representantes. A escolha da Câmara tem prioridade sobre a do Senado, efetivamente controlado pelo Partido Democrático do Japão, de oposição. Aso planeja nomear os ministros do gabinete ainda na quarta-feira. Em sua primeira entrevista coletiva como presidente do partido, Aso enfatizou que sua prioridade é colocar a economia de volta ao caminho da recuperação. "Eu fiquei mais convencido" de que o Japão está de fato em recessão, disse. "Dadas as condições econômicas, minha agenda será colocar a economia de volta ao caminho da recuperação... E eu não acredito que poderemos elevar o tributo sobre o consumo (agora em 5%) por três anos." Aso não deixou claro quando pretende dissolver a Câmara dos Representantes para convocar eleições. A expectativa de analistas é de que ele faça isso no começo de novembro. Muitos membros do partido afirmam que as eleições devem acontecer em 26 de outubro, no mínimo. Nesse cenário, Aso dissolveria a Câmara em 3 de outubro sem dar tempo ao Parlamento para debater e aprovar o orçamento extra de 1,8 trilhão de ienes que ajudaria a financiar o pacote de estímulo econômico de 11,7 trilhões de ienes adotado nos últimos dias do mandato de Fukuda.

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