Aso faz oferenda ao controvertido santuário de Yasukuni

Países como China e Coreia do Sul consideram o local um símbolo do domínio japonês que sofreram no século XX

EFE

21 de abril de 2009 | 06h43

O primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, realizou nesta terça-feira uma oferenda ao santuário de Yasukuni, dedicado à memória dos soldados japoneses mortos nas disputas bélicas do século XX, um gesto que pode causar mal-estar na China e Coreia do Sul.

 

Aso ofereceu um "masasaki" - oferenda sagrada japonesa - por causa do festival de primavera no polêmico santuário, embora se desconheça se ele foi ao templo pessoalmente para entregá-la, informou a agência local "Kyodo".

 

O chefe de Governo realizou a oferenda na qualidade de "primeiro-ministro", após comprá-la com dinheiro de seu próprio bolso, segundo a "Kyodo".

 

Em Yasukuni se rende tributo a heróis militares do país, incluindo oficiais acusados de crimes contra a Humanidade na Segunda Guerra Mundial, e países asiáticos como China e Coreia do Sul o consideram um símbolo do jugo colonial japonês que sofreram na primeira metade do século XX e um monumento ao militarismo japonês.

 

Por isso, as visitas dos políticos japoneses ao templo provocam indignação nestes países vizinhos.

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