Assad aceita discutir transição, diz Annan

O enviado especial da ONU para a Síria, Kofi Annan, afirmou que o regime de Bashar Assad discute a possibilidade de formar um governo de transição no país. Uma reunião realizada em Genebra no mês passado propôs a formação de um governo com a participação da oposição.

DAMASCO, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2012 | 03h01

Nesta semana, Annan disse, durante um discurso em Damasco, que Assad "ofereceu" o nome de alguém que possa ser um interlocutor do regime enquanto se pensa em maneiras de formar um governo de transição. O enviado da ONU ressaltou que está considerando a sugestão.

"Disse que gostaria de saber mais sobre o indicado", afirmou Annan. "Estamos nesse estágio." O negociador não quis revelar o nome do interlocutor de Assad. Annan pediu ainda ao Conselho de Segurança que pressione o governo sírio e a oposição por um cessar-fogo imediato.

Baixa. Ainda ontem, o embaixador da Síria no Iraque, Nawaf Fares, abandonou seu posto em protesto contra o regime Assad. Ele é o segundo funcionário sírio de alto escalão a aderir à oposição em uma semana. Na quinta-feira, o general Manaf Tlass, um colaborador próximo do líder sírio, desertou para a Turquia.

O líder do Conselho Nacional Sírio (CNS), Burhan Ghalioun, confirmou a adesão de Fares às fileiras anti-Assad. "Recebemos bem a decisão do embaixador sírio no Iraque", disse. "Pedimos a membros do alto escalão, tanto militares quanto diplomatas, que se juntem à revolução da dignidade." Na época de sua nomeação, Fares era descrito como um político bem relacionado, com laços tribais com a comunidade sunita iraquiana. Ele é o primeiro diplomata em exercício a abandonar as fileiras de Assad.

O ditador enfrenta protestos populares desde março do ano passado. A ONU estima que 13 mil sírios morreram nos confrontos. / NYT e AP

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