REUTERS/SANA
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Assad diz que política francesa no Oriente Médio ajudou a expandir terrorismo

O presidente sírio insistiu também na importância de 'adotar novas políticas e procedimentos ativos para deter o apoio logístico e político aos terroristas com o objetivo de derrotar o terrorismo'

O Estado de S. Paulo

14 de novembro de 2015 | 12h25

CAIRO - O presidente da Síria, Bashar Assad, culpou neste sábado, 14, a política francesa no Oriente Médio por "contribuir com a expansão do terrorismo", em sua reação aos ataques, reivindicados pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI). Os atentados deixaram 127 mortos em Paris.

"As políticas equivocadas dos Estados ocidentais, particularmente a França, em relação aos eventos da região (do Oriente Médio), e o apoio de um número de seus aliados aos terroristas são razões que estão por trás da expansão do terrorismo", declarou Assad, citado pela agência oficial síria de notícias Sana.

O presidente sírio insistiu também na importância de "adotar novas políticas e procedimentos ativos para deter o apoio logístico e político aos terroristas com o objetivo de derrotar o terrorismo".

O presidente sírio deu estas declarações durante a recepção a uma delegação de personalidades francesas liderada pelo deputado opositor Thierry Mariani, acrescentou a Sana.

Nesse encontro, Assad acrescentou que os ataques terroristas de Paris não podem ser separados dos que aconteceram em Beirute (há dois dias e provocaram pelo menos 43 mortos), do conflito que assola a Síria há quase cinco anos e do que está ocorrendo em outras regiões."O terrorismo é um campo no mundo e os terroristas não reconhecem fronteiras", destacou o presidente sírio.

Por sua parte, os membros da delegação francesa salientaram que estes ataques terroristas na França ocorridos ontem provaram que não há Estado que possa estar a salvo do terrorismo, destacou a agência.

Os convidados franceses assinalaram também, segundo a Sana, a importância de unificar esforços regionais e internacionais para combater e deter este fenômeno que ameaça os povos da região e do mundo.

O EI reivindicou hoje em comunicado de texto e áudio divulgado na internet a autoria destes atos terroristas e detalhou que foram realizados por oito homens armados que detonaram seus cintos de explosivos quando acabou a munição de suas metralhadoras.

Pelo menos 127 pessoas morreram e 300 ficaram feridas em vários atentados ontem à noite em Paris, com três explosões nas proximidades do Stade de France, onde França e Alemanha disputavam um amistoso; a tomada de reféns na casa de espetáculos Bataclan e tiroteios em vários restaurantes. / EFE

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