Assad diz aceitar acordo de paz das Nações Unidas

O governo da Síria aceitou ontem o plano de paz proposto pelo enviado conjunto da ONU e da Liga Árabe ao país, Kofi Annan. Ao longo do dia, no entanto, a oposição ao ditador Bashar Assad denunciou ataques de forças leais ao regime a dissidentes perto da fronteira libanesa.

DAMASCO, O Estado de S.Paulo

28 Março 2012 | 03h05

O acordo proposto pelas Nações Unidas prevê o fim do confronto armado e o começo de um diálogo com a oposição, sem exigir a renúncia do líder sírio. No começo do ano, Assad aceitou um plano similar intermediado pela Liga Árabe, mas não interrompeu a repressão.

Annan, por meio de seu porta-voz, Ahmad Fawzi, celebrou o acordo. "Foi um passo importante, mas ainda há uma longa caminhada pela frente", disse. Após ter recebido uma carta do governo sírio com uma resposta positiva sobre o pacto, Annan respondeu com um pedido para pôr fim à violência e criar um ambiente para o diálogo.

A oposição síria e os EUA manifestaram ceticismo com o passo dado por Assad. Para o embaixador americano em Damasco, Robert Ford, seria pouco inteligente acreditar em Assad agora. "Temos de ver esses passos serem dados", afirmou. Para os dissidentes sírios, a hora do diálogo já passou.

Ontem, Assad visitou o distrito de Baba Amr, em Homs, palco de um cerco de 26 dias por parte das forças de segurança. O líder sírio visitou partidários e tropas que ainda ocupam o bairro.

Ainda ontem, houve confrontos próximos da fronteira com o Líbano. Os rebeldes dizem que testemunharam uma troca de tiros no país vizinho, mas o governo libanês negou a informação. / AP e REUTERS

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