Assad diz que pode negociar, mas não deixará o cargo

O presidente sírio, Bashar Assad, disse que está pronto para negociar com a oposição do país, mas se recusa a considerar deixar o cargo, em uma rara entrevista, publicada pelo jornal britânico The Sunday Times neste domingo. "Estamos prontos para negociar com qualquer pessoa, incluindo militantes que entregarem suas armas", afirmou o presidente em vídeo gravado, na semana passada, em sua residência de Damasco, o palácio Al-Muhajireen. "Nós podemos entrar em diálogo com a oposição, mas nós não podemos dialogar com terroristas", acrescentou.

AE, Agência Estado

03 de março de 2013 | 10h07

Assad também rejeitou a ideia de que os confrontos na Síria, que se estendem por 23 meses com mais de 70 mil mortos, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), estejam ligados à sua permanência no poder. "Se esse argumento estiver correto, então a minha saída pararia a luta. Claramente isso é um absurdo, outros recentes precedentes na Líbia, Iêmen e Egito comprovam isso", argumentou.

O presidente também acusou o governo britânico de querer armar "terroristas" em seu país. "Como podemos esperar que eles diminuam a violência, enquanto eles querem enviar suprimentos militares para os terroristas e não tentar facilitar o diálogo entre os sírios?", questionou.

Neste domingo, o Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que cerca de 200 pessoas, entre soldados e insurgentes, morreram durante oito dias de batalha na província de Alepo, no norte da Síria. Centro do confronto, uma academia de polícia da região teve seu controle tomado pelos rebeldes, segundo a organização não governamental. As informações são da Dow Jones.

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