Louai Beshara/AFP
Louai Beshara/AFP

Assad diz que Síria enfrenta 'verdadeira guerra' contra o terrorismo

Em discurso no parlamento, presidente sírio insistiu que existe uma 'conspiração' internacional contra o país

Efe,

03 de junho de 2012 | 07h49

O presidente sírio, Bashar al Assad, disse neste domingo, 3, que a Síria enfrenta uma "verdadeira guerra". Em discurso perante o recentemente constituído Parlamento do país, Assad insistiu que existe uma "conspiração" internacional contra a Síria.

 

Após evidenciar que os atos de violência aumentaram enquanto continua o processo político, o líder destacou que a Síria "não enfrenta um problema político, mas um projeto para a destruição da nação cujo instrumento é o terrorismo".

 

Para Assad, o país está envolvido em uma "verdadeira guerra" contra o terrorismo, que, na sua opinião, merece um tratamento "diferente ao dos assuntos internos".

 

"As portas ainda estão abertas para quem queira uma reforma verdadeira", asseverou Assad, que se mostrou disposto a travar um "diálogo incondicional" e contrário a qualquer "ingerência estrangeira".

 

Além disso, o presidente sírio pediu que as pessoas envolvidas na violência e que não cometeram delitos de sangue se entreguem, às quais se comprometeu não castigar.

 

Assad assinalou também que a Síria enfrenta uma "conspiração" internacional que foi sendo costurada durante décadas.

 

O pronunciamento de Assad aconteceu depois que o enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, alertou do risco de uma guerra civil sectária na Síria, cuja crise começou a ter repercussões em outros países.

 

À falta de avanços do plano de paz proposto por Annan se somou esta semana à retirada dos embaixadores sírios dos principais países ocidentais, em resposta ao recente massacre de mais de uma centena de pessoas na região de Houla, no centro do país.

 

Em relação a este episódio de violência, Assad criticou a "difamação das Forças Armadas" e disse que seus inimigos "trabalham para criar uma divisão sectária e esta é sua última carta porque já se esgotaram todas as suas opções".

 

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