Fred Tanneau/Reuters
Fred Tanneau/Reuters

Assad massacra os sírios e precisa renunciar, afirma Sarkozy

Para presidente francês, sírios deveriam ter o direito de decidir o próprio futuro

Agência Estado

03 de janeiro de 2012 | 16h41

BEIRUTE - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, acusou o presidente da Síria, Bashar Assad, de desfechar uma "repressão bárbara" e pediu a renúncia do mandatário, ao dizer que o regime sírio massacra o próprio povo. Sarkozy disse nesta terça-feira, 3, que os sírios deveriam ter o direito de decidir o próprio futuro.

 

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"Os massacres cometidos pelo regime sírio provocaram a revolta no mundo árabe, na França, na Europa e em todos os lugares do mundo", disse Sarkozy, em um discurso feito na base naval de Lanveoc-Poulmic, na França. "O presidente sírio precisa renunciar" disse Sarkozy.

 

A estimativa mais recente da Organização das Nações Unidas (ONU), anunciada no final do ano passado, dava conta de que mais de 5 mil pessoas foram mortas na repressão do governo sírio e também na revolta que irrompeu em meados de março, inspirada pelas rebeliões na Tunísia, Liba e Egito. Mas ativistas afirmam que o número de mortos, desde o último relatório da ONU, subiu em centenas. A Liga Árabe enviou cem observadores à Síria na semana passada, mas a repressão continua.

 

Mais violência ocorreu nesta terça-feira, segundo ativistas sírios. O Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, sediado em Londres, disse que dezenas de soldados desertaram do exército no vilarejo de Jassem, no norte do país, e atacaram tropas regulares ainda leais ao governo. No combate, 18 soldados foram mortos. O Observatório afirma que mais tarde as tropas do governo voltaram e lançaram um reide contra o vilarejo, prendendo 100 pessoas.

 

O Observatório também disse que três pessoas foram mortas na cidade de Homs e outras três na província de Hama. Já outro grupo de ativistas sírios, o Comitês de Coordenação Local, disse que as forças de segurança mataram quatro pessoas em Homs, uma no subúrbio de Kfar Batna, em Damasco, e quatro na província de Hama.

 

Não existe explicação para a discrepância dos números. Além disso, as informações dos ativistas não puderam ser confirmadas por fontes independentes, uma vez que o trabalho da imprensa internacional foi restrito na Síria. As informações são da Associated Press.

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