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Assad recusa oferta britânica e diz que vai 'viver e morrer' na Síria

Presidente afirma não ser fantoche do Ocidente e rebate declarações de David Cameron

Agência Estado

08 de novembro de 2012 | 10h34

BEIRUTE - Em resposta ao primeiro-ministro da Grã-Bretanha, o presidente sírio, Bashar Assad, declarou nesta quinta-feira, 8, que vai "viver e morrer" na Síria, recusando-se a deixar o país, apesar da guerra civil que já dura 19 meses. A declaração do líder sírio ocorreu dois dias depois de o britânico David Cameron lhe oferecer uma "saída segura" da Síria se isso garantisse o fim dos conflitos no país.

Assad disse também que não é um fantoche do Ocidente. "Sou sírio, feito na Síria, e vou viver e morrer na Síria", disse Assad em inglês a uma rede de televisão russa. Citações da entrevista foram colocadas no site da TV russa com legendas em árabe.

Israel

Três morteiros lançados a partir da Síria caíram nas Colinas de Golã, território ocupado por Israel, caracterizando mais um incidente em que a luta entre governo e rebeldes atravessa as fronteiras do país. "Aparentemente, foram bombas disparadas por engano durante o conflito entre diferentes forças na Síria", disse um representante do Exército de Israel. Segundo os militares, nenhum dano foi registrado.

No começo da semana, um veículo militar israelita foi atingido por um tiro na Síria. Em seguida, Israel apresentou um reclamação oficial a Organização das Nações Unidas (ONU) sobre outro caso em que três tanques sírios entraram em uma zona desmilitarizada de Golã.

Na terça-feira, Israel pediu ao Conselho de Segurança da ONU para agir em resposta aos incidentes, que são vistos pelo governo israelense com "extrema preocupação", segundo o embaixador do país na ONU, Ron Prosor. A Síria continua formalmente em guerra com Israel, que capturou parte das Colinas de Golã na Guerra dos Seis Dias de 1967 e a anexou em 1981, em um movimento que a comunidade internacional não reconhece.

Desde que os dois países chegaram a um acordo em 1974, cerca de 1.200 agentes não-armados da Força das Nações Unidas de Observação da Separação (FNUOS) tem patrulhado a zona das Colinas de Golã.

Com AP e Dow Jones

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